Ok, sei que as pessoas que tem desvio de septo e adenóide não carregam boas notícias nos quesitos: rinites, sinusites, alergias e infecções crônicas por bactérias ou vírus (além de roncos e apnéias noturnas).
E oi, eu sou uma delas!

E acredite, eu e todos que tem, podemos dizer:
“Sim, nós respiramos pela boca”
“Sim, nós roncamos (principalmente quando estamos cansados!)”
“Sim, nós nos cansamos facilmente pela perda de fôlefo”
“Sim, nós sentimos muita, mas muita, falta de ar!” (faria uma pesquisa pra verificar se todos os que sofrem de claustrofobia tem esse problema)
“Sim, nossos corações aceleram muito mais rápido, sabe como é.. toda uma parada de oxigênio…”
“Sim, nós pegamos muitas infecções”

Óh, tristeza.

Sempre tive, desde pequena convivo com isso. Dores de ouvido, amigdalite, sinusite e infecções me fizeram uma usuária bem assídua de (pra não dizer drogada em) antibióticos -malditos!
Infelizmente só se pode aceitar e conviver com isso, já que não há cura, ou então, recorrer à cirurgia.
Cirurgia? É sério? Tenho um certo (GRANDE) receio dentro desse assunto. “Ah, é bem dolorida”; “Arde muito”; “Uma semana de licença”; “Dói e nem faz tanta diferença”; “É melhor eu não te contar, você não vai querer fazer”.
Ouço opiniões divergentes, recolho casos e fatos, procuro informações e pesquiso na internet. Tudo em vão! Eu tenho pavor/pânico/muitomedo dessa coisa. (Que imbecil, nem parece que sou mulher!)

Bom, mas não estou escrevendo pra contar sobre meu medo de operar…
Há algum tempo sentia aquele famoso pesinho no rosto, sabe? Dor chata, chata… Daí eu tomava alguns Celestamines (vício) e melhorava -que alegria! Pena que dessa última vez não foi assim, com um final tão feliz.
No último domingo fiquei com uma febrinha leve, ok, vamos para a semana… Tosse, moleza, espirros (pense no pânico da gripe suína), e de repente, eis que surge, a dor! Mas tipo, era A dor… A Senhora Dor no rosto. Daquelas que você não sabe o que dói mais: ficar em pé, sentado ou deitado. Dá uma vontade de ficar em casa e nunca mais olhar pra ninguém, não comer, não ler, não falar, até música irrita.

“Cara, sexta-feira… é sério que vou ter que trabalhar? Pegar vento na cara, garoa?” (Gente, a vida é muito tensa às vezes).
Febre interna, aquele fogo por dentro, uma delícia! Aquele ar quente saindo da minha boca, e detalhe pra ajudar mais, só eu sentia que estava quente. Tava com medo de passar por frescurenta, exagerada, louca, hipocondríaca (tenho a fama de Melman, sabe?).

Enfim, o dia foi terrível. E vinha o mau humor por não ter o que fazer.

18hs! Obrigada, Pai! Quis rezar um terço nessa hora.
Agora o “parto” foi no(s) metrô(s) e no ônibus. Enjoo, era o que faltava! Fiquei me perguntando se a mistureba de Dipirona, pão de queijo, bolinho Pulman de laranja e Coca-Cola que teriam causado a minha vontade de vomitar a todo instante. (Engraçado, Coca costuma ser meu remédio mais infalível…)

Até agora eu não sei como cheguei em casa. Em pé durante todo o percurso, trânsito fdp! de sexta, frio e nariz pingando. Ficava passando aquele álcool anti-séptico ultramegaviciante pra me distrair, achando que se cheirasse uma dose alta dele meus problemas acabariam ali mesmo.

Felizmente eu cheguei. Um tom verde-pálido mas, cheguei!
Senti que assustei um pouco meus pais e minha irmã pela boa aparência que apresentei, era como se o Demônio ou o Conde Drácula tivessem entrado em casa.
E pela primeira vez em toda minha vida (exagero) eu disse: “Eu preciso ir ao médico, de verdade”.
Liguei pro meu amor (mais que lindo, obrigada por tudo) pra ele ir comigo ao São Camilo, hospital pertinho de casa -salvação!
Aliás, seria a salvação se eu não tivesse pegado a porcaria da pulseirinha de antedimento verde porque minha febre estava baixa (a externa, claro… por dentro me sentia no próprio inferno!), e se não dissesse que numa escala de “0 a 10” minha dor estava em 7. (Agora, que é imbecil que responde “0”?)

Quando saí da triagem e fui para a sala de espera mais cheia que banco em dia de pagamento (a única diferença seria o uso de máscaras) eu senti um ódio mortal de mim mesma por aquele 7! Nunca mais quero ver esse número na minha frente. Nem ele e nem o 3, infeliz média de horas para o atendimento da pulseira verde. (Verde eu ainda gosto, tá?)

Bem bacana, vermelhinhos e amarelinhos passando na frente de todo mundinho. Um médico deveria saber que alguém com 37,5° em três horas, ou menos, pode chegar a 40° facilmente, dependendo do caso. Mas qual o problema em ter uma convulsão no meio da sala, não? Afinal o infeliz é verde!

Sem ressentimentos, sei que todos os hospitais estão uma loucura por causa dessa gripe suína.

Após três horas de puro conforto, deu até pra assistir o Jornal Nacional, Caminho das Índias, o filminho da Globo e tal… Eu fui chamada!
A médica recompensou tudo que sentia naquela hora, muito boa.
Falei da dor e quando ela examinou minha garganta fez uma cara que me assustou um bocadinho, disse que estava horrível, bem feia e cheia de pus -valeu moça, já entendi que não tô legal (y) hehehe.

Passou um antibiótico, um remédio pra rinite, outro pra febre e tive que tomar Dramin, Dipirona e Decatron (tem muito nome de algum autobots do Transformers, né?) na veia. Saí com sono e fome, e diga-se de passagem, é um ótimo sinal!

Compramos os remédios e viemos aqui pra casa. Eu e Re tomamos uma sopinha, eu tomei os remédios e ele foi pra casa.
Senti que dormi bem melhor, suei que nem um porco cansado e levantei.

Nos próximos 14 dias estarei medicada e como a médica disse “Vai melhorar, tá, meu amor” -muito fofa, e ainda me deu três dias de atestado!

Que longa ficou a história, me empolgo demais quando escrevo.

Comentários

3 Comentários | Adicione o seu

  1. Renan disse:

    Vc falando, me vem um filme na cabeça de tudo isso.. Que sexta-feira, meu deus!

    Mas vc vai melhorar mesmo, depois não vai mais sentir essas dores se Deus quiser #elequer

    rs

    Sempre estarei aqui. SEMPRE

    Te amo muito

  2. Luó disse:

    hsuahsuhaushuahuhsuahsa..
    fico mto bomm!!

    bjoo :*

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