Entra ano, sai ano e a única coisa que a gente tem certeza que vai acontecer nele é a corrida de São Silvestre. Faça chuva ou faça sol vai ter nego correndo seja pelo prêmio, pelo esporte ou pela diversão.


Não precisei chegar aos 45 do segundo tempo pra eu perceber que 2011 foi o pior ano da minha vida. A gente nunca tem certeza de nada – porque não há nada tão ruim que não possa piorar – mas, até agora, este foi meu “ano terror” e eu espero não ver nada parecido nos anos seguintes.
Tive folga no trabalho de uma semana e a usei para pensar sobre tudo que aconteceu e tudo o que passei nos últimos 365 dias. Comecei a rascunhar um texto um pouco antes do Natal, acrescentando notas a cada dia, dando uptades mentais.
Vivi um ano em uma semana.
Um ano de poucos acontecimentos, muitas dores, várias lágrimas, infindáveis saudades, longas conversas, inúmeras lembranças, diversas dúvidas, algumas declarações e tortuosos questionamentos. Foi de repente que me vi fora de mim, como se tudo tivesse desabado.
E desabou.
E por muito, mas muito tempo assim ficou. Desabado. O meu pequeno mundo.
Pensei em muita coisa e em muita merda durante esse tempo. Segui da maneira mais difícil, fui na contramão, eu me deixei levar. Meu ceticismo e minha vontade de ver para crer me torturaram e fizeram com que minhas fichas caíssem aos poucos, lentamente, uma a uma.
Quando você perde aquilo que julgava ser a coisa mais importante da sua vida, você sofre; sofre muito porque se entregar à tristeza é muito mais fácil do que lutar contra ela, mas, acredite, vai passar. Tudo vai passar. Um dia você acorda e cai em si, racionalmente pensa e conclui sozinho se realmente vale ou não à pena.
Eu disse muita coisa, eu fiz tudo que podia e até o que não podia, mas percebi que precisava ser muito mais forte do que toda àquela dor e então eu li uma frase muito interessante atribuída ao Johnny Depp que resume bem o que quero dizer: “Você nunca sabe a força que tem, até que a sua única alternativa é ser forte”.
Amadureci cinco anos em um, aprendi muita coisa nesse tempo e hoje posso dizer com sinceridade o que muitos me disseram desde o início: ‘há males que vêm para o bem’. Finalizo aqui dizendo que 2011 foi sim o meu pior ano, mas que, por outro lado, isso fez com que ele me trouxesse muitos aprendizados e muitas lições, e quem sabe um dia eu não as enumero e posto por aqui?
Desejo um 2012 com muita luz e muita paz, apenas isso.

Adriana Cecchi

(Fonte Imagem)

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