Posts by Adriana

02jul

Sobre apegos, livramentos e lixos recicláveis

Atualizado por Adriana 02.07.14 às 09:00
Sobre apegos, livramentos e lixos recicláveis

Desde pequena, eu sempre gostei desse lance de jogar as coisas fora, sabe? Sair catando bagulho pela casa, arrumar armário, dar tapa na parede, jogar tudo em cima da cama, amassar papel e, em seguida, arremessar no lixo na tentativa de fazer uma cesta. Cesta! Louca? Talvez. Sem pedantismo, poucas sensações podem ser tão boas quanto a de se livrar de lixos, sejam eles recicláveis ou orgânicos, o livramento é uma verdadeira bênção, meu amigo. A partir do momento que àquela coisa, de alguma maneira, não te pertence mais, desapega! Jogue-a fora! Se livra! Bota fogo! Por falta de tchau, adeus! E mete bronca aí nas exclamações porque é um verdadeiro alívio, seja a montoeira de papel acumulado; a camisa ..

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05jun

Diana

Atualizado por Adriana 05.06.14 às 22:34
Diana

Diana come maquiagem e fica com as bochechas coradas, enquanto todos olham seu salto 15 e suas olheiras marcadas. Diana não adormece. Seu sonhos são sempre arregalados como seus olhos pretos, enquanto vozes lhe incentivam a pensar em coisas más. Diana tem sede. Suas pernas finas estão formigando desde os tornozelos até o final das coxas, enquanto os homens, sem dó, vigiam de longe o colo de suas pérolas aniquiladas. Diana não compreende. Levantar seria o fim, o veludo vermelho chama a atenção. Diana sofre náuseas. Moribunda e brilhante, enquanto os garçons de asas pretas servem copos de prata com líquidos ensandecidos. Diana sofre calada. Um grito rouco assusta os velhos que estão na mesa ao lado. Diana procura pelo ..

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02jun

Às vezes, o que a gente precisa

Atualizado por Adriana 02.06.14 às 21:00
O que a gente precisa

Às vezes, o que a gente precisa é andar sem rumo pela noite, com passos descompassados sob a luz do luar e uma boa música pra botar as ideias no lugar.

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21mai

Por Kaio Shimansky: “Dançando na Fumaça”

Atualizado por Adriana 21.05.14 às 22:08
Dançando na Fumaça

Coluna de autores convidados, texto por Kaio Shimansky não me sobra nada além de pensar e pensar arranca pedaços da minha alma. acendo um cigarro e, entre os meus demônios dançando na fumaça, lembro-me dos inúmeros acidentes que já mataram a minha calma, penso em perdas, dores, sofrimentos e esperanças malogradas. dou mais um trago e revivo todas essas coisas inesperadas, pessoas queridas, amores esquecidos, amigos e seus malditos casamentos, orgulhos feridos, parentes aborrecidos, meus pais e seus tormentos. tudo pesa, cansa e resulta em maiores tragédias perpetradas. vivemos sós e nos arrastamos por uma vida de sofrimento. o meu maço de cigarros faz questão de mostrá-la: a triste morte. seja ele o carrasco, ou algum dos outros, é questão de ..

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16mai

Azul anil

Atualizado por Adriana 16.05.14 às 08:00
Azul Anil

Sob o edredom de cor azul anil Um amor e um revólver Bala que enrosca na garganta E arde Descarte Sob algum signo inconstante que te enlaça Agora vejo meu lado mau sedento De mim De você Mate

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10mai

Pizza

Atualizado por Adriana 10.05.14 às 11:09
Pizza

Mas, meu amor, não se engane…

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05mai

Café com gosto de cigarro

Atualizado por Adriana 05.05.14 às 08:00
Café com gosto de cigarro

Para ler ouvindo I Started a Joke Às vezes sinto falta e não sei ao certo do quê. É tipo uma saudade daquilo que nunca se teve, uma lembrança do mistério, uma ausência do desconhecido. “Que papo de gente louca”, você diz e eu até te entendo. Fato é que fazia tempo que eu não escrevia um texto assim, corrido, palavra atrás de palavra. Versos cortados, cruzados e rimados ficaram pra depois junto com a dose de whisky que preparei e esqueci de tomar porque agora eu preciso falar. Não sei bem o que acontece comigo. Não sei bem o que acontece com o mundo. Comecei a pensar nisso outro dia quando meu café estava com gosto de cigarro. “Mas ..

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26mar

Suculenta

Atualizado por Adriana 26.03.14 às 09:30
Suculenta

Tenho ossos e veias evidentes Olheiras arroxeadas em toda volta Um olhar amanhecendo atordoado Anoiteço contra o sol Sei de tudo o que acontece Pingos caem da chuva Carros colidem na rua Malandros surrupiam as carteiras Homens pagam por putas Mãos seguram teu copo Mãos seguram teu corpo Lábios te cercam pela nuca Lábios te cercam como nunca O tempo nada apaga Quando a memória é vingativa Eu seria feliz se te visse de novo Se ainda ouvisse teus passos pelos corredores Mas isso antes de eu ter colocado Àquela comida suculenta no teu prato Adriana Cecchi

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