Arquivo da Categoria "Textos"

Para ouvir Terry Reid – Brave Awakening Todo mundo tem um clique, sabe, e o meu foi esse. Era uma vez um dia de muita chuva (e uma história piegas, você pensa, talvez, mas que chovia pra caralho nesse dia, isso chovia) e, para variar, eu estava mal. Minha imunidade nunca foi das melhores, mas nos últimos tempos ela está de parabéns equivalendo-se a um saco de merda. Não posso culpar ninguém. Acordei às 3h00 a.m. com os dois ouvidos surdos e com uma dor constante que beirava à insanidade. A dor era tanta que chegava a ser ridícula – e olha Continue lendo

15.01.2016

Para ler ouvindo: Cat Power; Metal Heart No contador, 21 semanas. Dia após dia, passou. Passou como as marcas no corpo, o toque na pele, o suspiro no peito. Semana após semana, passou. Passou como a risada esquecida, a mensagem apagada, a palavra não dita. Mês após mês, passou. Passou como os momentos e beijos, as lembranças e carícias. Passou como tudo passa. Ou como insistem em dizer que passa. Memória ruim, por que agora lembra de tanto? Em poucos instantes, músicas realizam o, até então, impossível teletransporte. Coração, você não era de metal? Agora, frágil feito papel. Não é Continue lendo

eu nunca tive medo do escuro não me assustei com bicho papão durmo com o pé pra fora da cama não tenho medo de assombração eu nunca tive medo de altura tenho mania de encarar o espelho depois de apagar a luz não tenho medo de cobra nem de barata já entrei no cemitério sem fazer sinal da cruz eu tenho medo de gente, de gente viva mais especificamente eu tenho medo de você pois nada explica esse frio na barriga que eu sinto ao te ver

“Você tá chorando?” A pergunta era retórica, Eliza cortava uma cebola. E chorou. Largou a cebola, olhou a faca e chorou. Chorou mais. Chorou como se fatiasse todas as cebolas do mundo. Aos prantos, sentou-se no chão da cozinha e ajoelhada sabia que não era o ardor de cebola porra nenhuma. Aquele nó apertado estava em sua garganta há mais tempo do que ela gostaria ou admitia. Eliza sofria calada. Os martírios dentro de si. As dúvidas. Os isolamentos. As pressões. Tudo veio à tona. Naqueles poucos segundos, pensou em sua vida. O que era dela e o que ainda Continue lendo

Você não é obrigado a curtir essa foto, a ler essa legenda nem concordar com o que eu digo. Você não é obrigado a sorrir o tempo todo. Não é obrigado a ter diploma nem opinião formada sobre tudo. Você não é obrigado a escolher entre “casar ou comprar uma bicicleta”. Na verdade, você não precisa casar nem ter filhos, ou cachorros, ou gatos… A não ser que você queira. Você não é obrigado a gostar de ler. Não precisa ter carro, não precisa ter conta no banco, não precisa ter o sapato da moda, não precisa ter o cabelo Continue lendo

Às vezes, tudo o que a gente quer é alguém pra rir por nada, chorar por pouco e abraçar por tudo. Adriana Cecchi

imagem Vontade de sumir Desaparecer Deixar de existir Por algumas horas Ou minutos Por tempo indefinido Fugir, correr, morrer Não estar Sair, esquecer, entender Encontrar Explodir, saber, enlouquecer Deixar Invísivel Vontade de su

Por que você levanta da cama todos os dias? Por quem você acorda? O que te move? Arte por Azul Cantú Perguntas fáceis de responder, certo? Não necessariamente. Se elas te fizerem pensar muito ou te deixarem pra baixo, no fundo, você provavelmente sabe o que está acontecendo. Uma vez li num livro a seguinte frase: pessoas vivas não se matam. É verdade, uma pessoa viva com vontade de viver (perdão pela redundância) não cometeria um suicídio. Suicidas são mortos que caminham entre os vivos, pessoas que se cansam dos ciclos viciosos, que não veem mais sentido e optam por aquilo que Continue lendo