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19.01.2015

Um dia vou escrever um texto com o seu nome Escrever letra por letra até completar Deixar claro tudo o que eu sempre quis dizer Deixar claro tudo o que eu sempre quis contar Um dia faço uma prosa ou um poema Quem sabe um verso Contar desde a primeira vez que meu olhar cruzou com o seu E como ele parecia disperso Um dia mostrarei como foi estar perto e longe de você Um dia vou escrever um texto com o seu nome Derramar todas as palavras que sempre foram pra você E de mais ninguém Não hoje Não Continue lendo

Dúbio feito pelo Brunno Lopez para “Quero ser” ;)

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22.09.2014

Quero ser teu abraço, Tua verdade. Quero ser tua bebida, E tua sobriedade. Quero ser teu ponto fraco E também o mais forte. Quero ser tua vida Sem medo da morte. Quero ser tua música, Tua vontade de dançar. Quero ser tua saudade E até um pouco do ar. Quero ser teu silêncio E também teu barulho. Quero ser tua sabedoria, Quero ser teu orgulho. Quero ser teu corpo, Quero ser tua alma. Quero ser teu movimento E também tua calma. Quero ser teu cigarro E quero ser tua cama. Quero ser tua, só tua Àquela que te ama. Adriana Continue lendo

20.08.2014

— Eu preciso me livrar de você. — Mas você nunca me teve. — Por isso mesmo. — Isso o quê? — É autoexplicativo. — Você é complicada. — Eu? — Tá, e vai fazer o quê? — Pensei em desovar seu corpo num lugar aqui perto. — Legal, agora tô tranquilo. — Pode ficar. — Não quero que se livre de mim. — Mas também não quer o contrário. — Isso é verdade… — Eu entendo. Eu sei como é. — Eu sei que você sabe. — Afinal, você, de algum jeito, consegue saber tudo sobre mim. — Isso Continue lendo

Meus dias nascem aos gritos em horários diferentemente desconhecidos. Um estalar de xícaras, soluções, confissões e noções argumentativas sobre a vida. Uma cama por fazer ao som de notícias espalhafatosas. De fundo, um violino entristecido. Roseiras destruídas por mãos finas, mas não tão delicadas. No meu modo, sobreviver com café amargo, cigarro e textos proibidos. Tive pra mim a teoria sobre olhos fechados desgraçados pela explosão de luzes ao abrir qualquer janela entre raios e cruzes. Em cima da mesa o jornal do avesso, meias escuras e ligações perdidas. Desço a rua para comprar pastilhas, caminho sobre os restos de Continue lendo

Esta chuva de gelo Esta chuva de arrepios Há três quadras e meias daqui Um apartamento Quase vazio Um corpo no tapete vermelho Sangue na escuridão Marcado com as pegadas Do vento Quase sombrio De quem é este corpo Apodrecendo afinal Sorte estar há 5 centímetros De uma faca que corta Na medida exata Adriana Cecchi

Desde pequena, eu sempre gostei desse lance de jogar as coisas fora, sabe? Sair catando bagulho pela casa, arrumar armário, dar tapa na parede, jogar tudo em cima da cama, amassar papel e, em seguida, arremessar no lixo na tentativa de fazer uma cesta. Cesta! Louca? Talvez. Sem pedantismo, poucas sensações podem ser tão boas quanto a de se livrar de lixos, sejam eles recicláveis ou orgânicos, o livramento é uma verdadeira bênção, meu amigo. A partir do momento que àquela coisa, de alguma maneira, não te pertence mais, desapega! Jogue-a fora! Se livra! Bota fogo! Por falta de tchau, Continue lendo

Às vezes, o que a gente precisa é andar sem rumo pela noite, com passos descompassados sob a luz do luar e uma boa música pra botar as ideias no lugar.

16.05.2014

Sob o edredom de cor azul anil Um amor e um revólver Bala que enrosca na garganta E arde Descarte Sob algum signo inconstante que te enlaça Agora vejo meu lado mau sedento De mim De você Mate

10.05.2014

Mas, meu amor, não se engane…