Respeitável público, sejam bem-vindos ao incrível Circo Mecânico Tresaulti,
o lugar para quem acredita no mundo mágico que nos rodeia.

O Circo Mecânico

O Circo Mecânico Tresaulti foi um dos primeiros lançamentos da editora Darkside Books e foi um grande sucesso. Tão sucesso que o livro ficou um tempo esgotado (veja a edição brochura). Sendo assim, a editora relançou a obra em uma edição digna de um belo espetáculo para a alegria dos fãs da história, da Dark e de literatura.

Sinopse: num mundo pós-apocalíptico, onde as pessoas não tem mais acesso a tecnologias de ponta, uma caravana circense leva esperança por onde passa. Os artistas são sobreviventes de guerra, que tiveram seus corpos mutilados reconstruídos com complexas estruturas mecânicas. DARKSIDE BOOKS

Folha de guarda

A guerra está por todos os lugares. O quanto isso pode afetar a sociedade?

Uma trupe que leva alegria em um mundo cheio de caos. Uma distração, talvez uma fuga dessa cruel realidade. Um livro que vai despertar sentimentos diversos durante a leitura. Aqui vão 5 motivos (a mais) para você ler este grande livro:

1- Cenário pós-guerra distópico

A história se passa no futuro em um mundo pós-apocalíptico. Cenário devastado pela guerra e caos geral, ambientado num mundo cheio de bombas e radiação remanescentes de uma guerra pela qual todos já saíram derrotados.

Aqueles que se juntam à trupe circense procuram segurança um trabalho sem risco de vida ou apenas uma nova forma de recomeçar. De seguir em frente, apesar dos pesares.

O circo

“Qualquer mundo decente precisa de arte.”

2- Personagens mecânicos

Boss é a alma do circo, ela que lidera e auxilia a trupe com seu dom específico. Boss acolhe pessoas com talentos ou pessoas que estão dispostas a trabalhar no circo e também atrai novos personagens pela sua habilidade muito especial para recuperar corpos mutilados pela guerra, criando assim magníficos seres mecânicos pós-humanos. O dom de Boss faz humanos com engrenagens, placas de ferro, pétalas de cobre, pulmões relojoaria, rodas, pistões e até asas (como as da capa).

“A autora nos conduz por um realismo mágico com um toque da beleza steampunk, uma combinação inusitada que cria a atmosfera perfeita para personagens comoventes e de grande força poética.” DARKSIDE BOOKS Continue lendo

Morre 1, morre 2, morre 1o, morre 50 mais.

John Wick

John Wick (Keanu Reeves) é homem solitário que perdeu tudo na vida. Um assassino de aluguel aposentado que precisa a voltar ao jogo e enfrentar a máfia. Um dos melhores filmes de ação que assisti nos últimos anos, muito tiroteio, luta e sangue!

Nick DiNizio reuniu todas as mortes do filme em um só vídeo. Hora de relaxar:

Filme disponível na Netflix (clique aqui para assistir)

Para ouvir Terry Reid – Brave Awakening

A Dor de Ouvido

Todo mundo tem um clique, sabe, e o meu foi esse.

Era uma vez um dia de muita chuva (e uma história piegas, você pensa, talvez, mas que chovia pra caralho nesse dia, isso chovia) e, para variar, eu estava mal. Minha imunidade nunca foi das melhores, mas nos últimos tempos ela está de parabéns equivalendo-se a um saco de merda. Não posso culpar ninguém.

Acordei às 3h00 a.m. com os dois ouvidos surdos e com uma dor constante que beirava à insanidade. A dor era tanta que chegava a ser ridícula – e olha que eu aguento o tranco quando o assunto é dor.

Passei a madrugada pensando em suicídio e implorando para que o relógio marcasse 7 horas e eu pudesse me dirigir ao pronto atendimento que fica perto de casa. Eu só queria um médico, só isso. Apenas por questão de informação: ir ao médico é sempre a minha última opção.

Cada minuto se arrastou como se fosse uma hora, “o tempo é relativo”, já dizia o grande. Finalmente deu a hora e caminhei para o ambulatório no qual passei uma hora e meia de nervoso para nada.

Não está infeccionado. – disse o médico que não usava jaleco – na verdade, ele parecia estar pronto para uma balada de playboy –, e que não me olhou nos olhos um segundo sequer, estes, por sua vez, não desgrudavam do smartphone de maçã que apitou durante todos os quatro insignificantes minutos que permaneci no consultório. – Você prefere injeção ou comprimido?

– Benzetacil não faz efeito para mim, doutor.

– Mas não é antibiótico, eu vou te passar antiinflamatório. Tome Nimesulida por três dias e vá embora. (O “vá embora” não existiu).
Sem vontade alguma de discutir, peguei a receita e soltei o agradecimento mais cansado que você possa imaginar.

Ao chegar em casa, a dor piorou 5 vezes mais. O ouvido começou a chiar, a fazer um barulho de borbulhas (infelizmente, não as de amor como as do Fagner) e a vazar um líquido marrom que, na hora, presumi ser cera.

É assim então? A vida por um fio por causa de uma dor de ouvido?

Eis que tomei uma atitude decente e resolvi ir ao hospital, no caso, público. Cheguei ao prédio onde havia um andar com especialidade em otorrinolaringologia com o ouvido pingando cera, mas “desculpa, aqui só com encaminhamento, você precisa passar no PS comum primeiro”.

Muita chuva e uma considerável distância de um prédio até o outro, me senti num filme clássico de drama com toda a climática cinza e nublada em meio a um complexo de prédios com paredes de tijolos e gente doente.

Taquei papel dentro do ouvido, a dor latejava e as horas seguiam. Esperar já é ruim, esperar com dor é ainda pior, não é mesmo?

O que te traz aqui?
“As pernas, dur”.
E assim prosseguiu o papo chato de contar quando começou, o que teve antes, o que sentia, o que não sentia e isso tudo com os ouvidos semi-surdos.
– Leva esse papel aqui pro otorrino, é um encaminhamento pro PS de lá, você passa direto.

Dor.

– Tem muita gente na espera? – perguntei pro rapaz que estava no balcão.
– Tem não. – e fez uma cara torcida que mais parecia ser de nojo. Não o culparia se fosse por causa da cera vazando do meu ouvido.

Quase duas horas se passaram. Ouvi meu nome e era como se anjos de asas brancas tivessem me chamado para o paraíso. Minha cura estava próxima.

– Como você está? – perguntou-me a médica residente.
Minha vontade era de falar “moça, me ajuda, por favor, eu não aguento mais” mas contei a mesma história pela terceira vez e ela a repassou todinha para o médico supervisor.

Fiquei meia hora em consulta, o que achei um máximo em vista da “consulta” da manhã que durou menos do que uma música punk. Eu já sabia que meu nariz era todo obstruído, que minhas amígdalas são imensas, que minha adenoide é uma desgraça, que um acúmulo de sinusites e recorrentes catarros (peço desculpas) causaram essa baita infecção de ouvido, mas eu apreciava aquele momento que era só meu.

– Vou te passar esse remédio, e esse, e mais esse. Você volta daqui uma semana, tá bom? Continue lendo

O que valeria a pena em uma cidade onde as almas não têm valor?

Domingo, Sangrento Domingo

Publicação de estreia do escritor Romeu Martins e do ilustrador Victor Vic no mundo dos quadrinhos. Romeu Martins já tinha o conto publicado com esta história publicado, mas queria vê-la ilustrada e foi aí que surgiu a parceria. Recebi a Domingo, Sangrento Domingo em parceria com a Editora Estronho e fiquei bem feliz por ser um trabalho nacional – para quem não sabe, uma das minhas metas para esse ano é ler e conhecer mais autores/artistas nacionais.

Sinopse: Atraídos pela prata, uma prostituta e seu amigo escravo buscam em uma caverna o tesouro que poderá mudar suas vidas. Mas o que encontram é algo bem diferente. O que valeria a pena em uma cidade onde as almas não têm valor? O ódio. O desespero alimentado pela vingança. Tudo isso vem à tona na primeira oportunidade que surge depois de décadas de espera…

Uma história de ambição, terror e traição no velho oeste.

HQ Continue lendo

Jason, Michael Myers, Leatherface, Hannibal Lecter, Pânico e uma infinidade de outros personagens com uma coisa em comum: máscaras! Não é novidade que gosto de filmes de terror nem de máscaras [veja meu painel no Pinterest], os dois juntos, então… eu me realizo.

Não tem mascarado bonzinho, pelo contrário, a maioria é bastante perturbada psicologicamente e a máscara só parece potencializar a maldade já que não podemos enxergar o que tem atrás dela. Separei 5 filmes de terror atuais com máscaras marcantes, tirando os clássicos que todo mundo já conhece. Que comece a sessão pipoca:

Hush – A Morte Ouve (2016)

Hush A Morte Ouve

Produção by Netflix, Hush é o mais recente desta lista, liberado pelo site de streaming no dia 08 de abril, ou seja, corre pra assistir que tá fresquinho.

Provavelmente, o filme com a premissa mais agoniante dentre os 5 que escolhi: uma escritora surda que vive sozinha + uma casa isolada + um cara mascarado.  Situação desesperadora, não é? Não tem trilha sonora barulhenta ou sustos pelo aumento do volume, nops, o diretor usa o silêncio a seu favor deixando o clima ainda mais tenso.

Elemento terror e máscara: gostei da máscara do cara, ela é um pouco menor que o rosto dele e bem minimalista, mas tem um sorrisinho irônico que deixa assustadora. Outro diferencial é que o doido aqui usa uma balestra, tudo pra aumentar nossa agonia, claro. Assista ao trailer:

 

Você é o Próximo (2013)

Você é o Próximo

No trailer toca Perfect Day do Lou Reed, como não querer assistir? Inclusive, o filme tem uma trilha bacanosa, incluindo Looking For The Magic (clique para ouvir no youtube), assumo que amo/sou essas músicas aparentemente bonitinhas e tranquilas contrastando com uma cena de terror. Continue lendo

Quando nasce a maldade?

Menina Má

Você acha que uma criança pode se tornar assassina por influência do meio em que vive ou existem mesmo as chamadas “sementes do mal“?

Filme The Bad Seed

Há 62 anos, um livro de suspense psicológico faria com que milhões de leitores discutissem apaixonadamente essa questão. Que livro era esse? The Bad Seed. Mais um clássico que a DarkSide Books vai trazer ainda esse mês para os fãs de literatura sombria com o nome Menina Má.

Publicado originalmente em 1954, Menina Má se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. A primeira criança vilã! Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Nas palavras de Ernest Hemingway, que se declarou um fã, o livro e “assustadoramente bom”.

“William March sabe onde os temores e os segredos humanos estão escondidos.”
NEW YORK TIMES

 “Uma verdadeira proeza artística.”
ATLANTIC MONTHLY 

The Bad Seed (1956) Directed by Mervyn LeRoy Shown: Patty McCormack (as Rhoda), Henry Jones (as Leroy Jessup)

Em 1956, o diretor Mervyn LeRoy adaptou o romance para o cinema com o mesmo nome original (The Bad Seed), em português, ganhou uma tradução ingrata: A Tara Maldita. Assisti ao filme e fiz um vídeo sobre [canal Redatora de Merda], além de citar outras histórias com casos de crianças psicopatas. Veja:

O livro será lançado no final de abril e está em pré-venda no site da Amazon.

Caixa Postal: 79898
CEP 01130-970
São Paulo / SP

De Cães de Aluguel (1992) a Django (2012), 2o anos de cinema, 8 filmes e cerca de 560 mortes. Esse é Tarantino!

Cães de Aluguel

Jaume R. Lloret compilou todas essas mortes em um único vídeo – que já merecia um uptade com Os Oito Odiados -, veja abaixo (*contém spoilers):

No vídeo: Reservoir Dogs (1992); Pulp Fiction (1994); Jackie Brown (1997); Kill Bill Vol. 1 (2003); Kill Bill Vol. 2 (2004); Death Proof (2007); Inglorious Basterds (2009) e Django Unchained (2012).

“Toda criatura viva na Terra morre sozinha”

Donnie Darko

E, então, vai acontecer! Um dos meus filmes favoritos vai virar livro e vai ganhar uma edição linda, o que é padrão da Darkside Books.

Donnie Darko, o livro, apresenta na íntegra o roteiro original. Além disso, terá prefácio exclusivo, assinado por Jake Gyllenhaal, entrevista com Richard Kelly (diretor e roteirista do filme) e o livro A Filosofia da Viagem no Tempo, sim!, o livro escrito por Roberta Sparrow, a Vovó Morte do filme.

Donnie Darko Livro

Perdi as contas de quantas vezes já assisti a esse filme e o que posso dizer é que: quanto mais vejo, mais detalhes eu percebo. É agora que a gente vai entender o filme por completo <3

Fiz um vídeo com 5 motivos para assistir (ou reassistir) Donnie Darko e alguns apontamentos sobre o que entendi do filme, quase um desconfundir confundindo:

O lançamento do livro será no final de abril, está em pré-venda na Amazon.

*Todas as fotos por Marcelo Mug

Vans

A Vans comemorou seus 50 anos de “Off The Wall” na arte, música, cultura de rua, moda e esportes de ação em uma celebração global da expressão criativa. A House of Vans, que acontece em metrópoles pelo mundo (como Nova York, Londres, Austin, Toronto, Cidade do México, Hong Kong, Kuala Lumpur e Seul) chegou em São Paulo na última semana, na Casa das Caldeiras.

A edição foi a primeira aqui no Brasil, o que torna ainda mais especial, e durou três dias: 16, 17 e 18 de março. O evento foi gratuito e aberto ao público com uma prévia inscrição através do site de acordo com um número-limite de pessoas sendo necessário receber uma confirmação para a entrada via e-mail.

Open

Pude prestigiar a comemoração no dia 18 de março, sexta-feira, com direito a um show que seria também uma realização pessoal: a banda californiana Black Rebel Motorcycle Club <3

Instalações de mini rampas, clínicas de skate e performances ao vivo de atletas do time da Vans, workshops, oficinas de customização de tênis e shapes, exposições, grafitti, música e gastronomia fizeram parte da programação do House of Vans.

Shapes Arte

Tênis e shapes foram disponibilizados para quem participasse das oficinas que permitiam que qualquer pessoa fizesse o seu próprio desenho e ainda levasse para casa. Continue lendo

Sete contos, sete demônios e sete pecados capitais

O Vilarejo

Autor nacional, livro de terror e uma edição cheia de ilustrações fantásticas, esse é O Vilarejo, de Raphael Montes.

Sinopse:Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome.
As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.

Edição

Prefácio

Os contos pode ser lidos em ordem ou não, funcionam de forma independente, mas também estão todos relacionados ao título da obra: o vilarejo.

Minha surpresa ao iniciar a leitura foi perceber que já havia lido alguns dos contos em outro lugar. Cada conto leva o nome de um demônio e cada demônio retrata um dos pecados capitais. A ideia de O Vilarejo, na verdade, foi originada em uma antologia da Editora Estronho em 2012, chamada VII Demônios, cujo o próprio autor Raphael Montes havia publicado de três contos que estão em O Vilarejo, juntamente com outros diversos autores brasileiros. São três livros, eu só tenho dois deles, são eles: Leviathan – Inveja; Belzebu – Gula e Luxúria – Asmodeus. Continue lendo