Enfiou um grosso caco de vidro na mão. Não sabe de onde surgiu. Não sabe como fez. Grande habilidade com o artesanato não foi, creio eu. Arrancou o pedaço com um pano enquanto rangia os dentes numa expressão de total desespero. Pareceu ter doído, realmente. Enfim, saiu. Para o alívio dele e também para o meu. Não queria saber de mais nada diante daquela dor latente que inchava e pulsava em sua palma, por seus dedos e que chegava até a ponta de seu cotovelo. — Tá doendo. — Eu imagino. — Imagina nada. — Já fiz coisa pior, acredite, Continue lendo