Era um tempo Àquelas rosas azuis Céu cor de rosa O cheiro do vento Suas cartas cantadas E seus sorrisos falados Os minutos fizeram-se eternos Ah, tudo tem seu tempo Agora você me pede pra ficar Seus olhos me pedem para esperar Aonde tudo isso vai dar? Eu já decidi, vou esperar De um jeito ou de outro Porque eu sei que é assim Tanto pra você quanto pra mim Mas eu também peço Que não se demore muito Afinal, a gente não sabe ao certo Quanto tempo ainda tem Adriana Cecchi

29.08.2011

Já era tarde, o sono não chegava, mas era preciso dormir. Tentar, ao menos. Apaguei a luz, desliguei o notebook, uma última olhada no celular e, pronto, deitei. Algumas coisas sempre incomodam, então lá vou eu ajeitar as cobertas e trocar a posição dos travesseiros até encontrar a perfeição. Parece que a perfeição não quer se encontrada, até as meias estão esquentando demais, tiro-as e penso: agora sim. Uma mão por baixo do travesseiro dobrado e o corpo automaticamente vai se recolhendo, as pernas dobram, os joelhos sobem e o outro braço fica perdido naquele meio. Os olhos fechados por Continue lendo

25.08.2011

Perco-me em teus passos Ah, os teus abraços Eu me perco como nunca me perdi antes A intensidade fala por mim Ela está ali, ela me cala Intensa Intensa paixão cravada no meu coração Onde estão os teus passsos agora Estão longe dos meus Eu vou saltar até encontrá-los Até onde eu puder Sem exitar Sem deixá-los seguir para muito longe Adriana Cecchi

  O tempo passa; passa e tudo volta pro lugar. Mentira, volta nada! Quem disse que voltava? A gente troca as pessoas e as coisas de posição, muda as preferências, mas, no geral, nada volta de onde saiu. O que é pra ser, fica e, não podemos adivinhar quando, será. Será um dia, quem sabe, dê tempo ao tempo. E quem tem paciência pra isso? Nunca achei que esperar desse certo, ou você tenta tudo ou você pega e vai embora. Arrisca ou desiste. Não, não dá pra ser tão literal, 8 ou 80 aqui não funciona, pelo contrário, machuca Continue lendo

08.08.2011

Fechei as portas do passado Eu não queria mais ouvir Aquela voz que me fazia partir Toda vez que você chegava Eu sei, eu já saí Mas nunca desisti De te ver sorrir Mais uma vez Pela última vez Estou aqui Agora E é onde eu quero sempre estar Neste mesmo lugar Adriana Cecchi

05.08.2011

Sexta-feira, noite fria. Ela estava ali, sozinha no enorme sofá recostada em algumas almofadas atrás de sua cabeça. Havia uma luz que iluminava o seu rosto. Era a TV com o filme chato. Chato e que ela já tinha assistido. Não importava. O filme era uma distração pro momento. Era pra se livrar daquele momento. Tudo parecia vazio; vazio e estranho, e calmo demais, e… Ela não queria estar ali, mas não tinha pra onde ir. O filme era a sua fuga mais próxima. O sono chega. As pálpebras pesam. O pescoço tomba. O telefone toca. Num susto, meio zonza Continue lendo

27.07.2011

E daí que você tá de boas no sofá vendo uma tv, digo vendo porque é isso mesmo, ver a tv enquanto a cabeça fica longe longe. Com as pernas recolhidas, um semi-fetal por falta de espaço, você olha pra tv, você olha pro relógio, você olha pra luzinha irritante do dvd, você olha pro relógio, você olha pra parede, você olha pro relógio e pensa: mas já? Não fiz nada nem quero, mas por que passar tão rápido? O universo não ajuda, não mesmo, principalmente quando os muitos olhares entre os móveis da casa disparam teu coração, idiota, você Continue lendo

18.07.2011

Parei de tentar entender Parei de querer lembrar Parei de olhar nossas fotos Parei de ouvir bandas que fomos aos shows juntos Parei de me preocupar Parei de pensar Parei de sonhar Parei de procurar ilusões Parei de escrever seu nome Parei de esperar Parei de te ver em todos os cantos Parei de achar que é você quando o carro é igual ao seu Parei de contar os dias Parei de olhar as suas fotos em outros lugares Parei de ler suas cartas Parei de ouvir a minha música Parei de ouvir todas as músicas que me lembram você Continue lendo

01.07.2011

— Você podia ter dito que ligou só para ouvir a minha voz. — Mas não foi… — Eu sei, eu disse po-di-a! — Hum, e se eu dissesse mesmo? — O que tem? — O que você faria? — Não sei. Não sei, ué. — Não? — Na próxima você diz, quem sabe eu te conto. Adriana Cecchi

São Paulo esteve cinza Cinza o Carnaval todo E, justo hoje, o dia foi não fez jus ao nome O sol surgiu e o céu clareou O calor clareou O meu Carnaval não teve samba, não teve pandeiro e muito menos bateria Teve rock, pizza e cinema quase todo dia Não teve confete ou serpentina E sim, visitas, confidências, abraços apertados e família Sem viagem ou uma grande feijoada Fiquei com churrasco, chocolate, bala de goma, hamburguer e banana caramelada Pés entrelaços embaixo de endredons Me diz como poderia ser melhor É um dom As escolas desfilaram Eu não Eu Continue lendo