Despertou no meio da noite, como de costume, com a boca seca. Eram 03h17. Tateou o criado-mudo na cabeceira à direita da cama, passou a mão pelo livro de centenas de páginas amareladas e capa de couro vinho que não conseguia terminar e encontrou o que buscava: água. Todos os dias deixava religiosamente um copo largo e comprido de água ao seu lado, como se precisasse disso para dormir com tranquilidade. Sentou-se na cama, não enxergava um palmo a sua frente, mas não fazia questão de luz, aliás, só dormia se a escuridão fosse total. Deu três curtos goles, ainda Continue lendo