“Você tá chorando?” A pergunta era retórica, Eliza cortava uma cebola. E chorou. Largou a cebola, olhou a faca e chorou. Chorou mais. Chorou como se fatiasse todas as cebolas do mundo. Aos prantos, sentou-se no chão da cozinha e ajoelhada sabia que não era o ardor de cebola porra nenhuma. Aquele nó apertado estava em sua garganta há mais tempo do que ela gostaria ou admitia. Eliza sofria calada. Os martírios dentro de si. As dúvidas. Os isolamentos. As pressões. Tudo veio à tona. Naqueles poucos segundos, pensou em sua vida. O que era dela e o que ainda Continue lendo