18.03.2015

Em negrito, referências a The Doors Você quer falar sobre cotidiano? Eu sou a melhor pessoa pra falar sobre isso. Não que eu leve uma vida muito regrada, talvez sim, não sei. Devo assumir que gosto de ter certos horários e certas rotinas, mas não me parece grave, parece? Sobre o que eu estava falando mesmo? Ah, sim, cotidiano. As pessoas costumam dizer que me perco nos meus próprios assuntos, nunca tenho uma linha de raciocínio, me chamam de estranho, eu os chamo de lerdos. Uma ova. Todos são estranhos, pessoas são estranhas. Voltando ao cotidiano, todo dia tomo meu Continue lendo

Meus dias nascem aos gritos em horários diferentemente desconhecidos. Um estalar de xícaras, soluções, confissões e noções argumentativas sobre a vida. Uma cama por fazer ao som de notícias espalhafatosas. De fundo, um violino entristecido. Roseiras destruídas por mãos finas, mas não tão delicadas. No meu modo, sobreviver com café amargo, cigarro e textos proibidos. Tive pra mim a teoria sobre olhos fechados desgraçados pela explosão de luzes ao abrir qualquer janela entre raios e cruzes. Em cima da mesa o jornal do avesso, meias escuras e ligações perdidas. Desço a rua para comprar pastilhas, caminho sobre os restos de Continue lendo

Esta chuva de gelo Esta chuva de arrepios Há três quadras e meias daqui Um apartamento Quase vazio Um corpo no tapete vermelho Sangue na escuridão Marcado com as pegadas Do vento Quase sombrio De quem é este corpo Apodrecendo afinal Sorte estar há 5 centímetros De uma faca que corta Na medida exata Adriana Cecchi

Coluna de autores convidados, texto por Kaio Shimansky não me sobra nada além de pensar e pensar arranca pedaços da minha alma. acendo um cigarro e, entre os meus demônios dançando na fumaça, lembro-me dos inúmeros acidentes que já mataram a minha calma, penso em perdas, dores, sofrimentos e esperanças malogradas. dou mais um trago e revivo todas essas coisas inesperadas, pessoas queridas, amores esquecidos, amigos e seus malditos casamentos, orgulhos feridos, parentes aborrecidos, meus pais e seus tormentos. tudo pesa, cansa e resulta em maiores tragédias perpetradas. vivemos sós e nos arrastamos por uma vida de sofrimento. o meu maço Continue lendo

16.05.2014

Sob o edredom de cor azul anil Um amor e um revólver Bala que enrosca na garganta E arde Descarte Sob algum signo inconstante que te enlaça Agora vejo meu lado mau sedento De mim De você Mate

Para ler ouvindo I Started a Joke Às vezes sinto falta e não sei ao certo do quê. É tipo uma saudade daquilo que nunca se teve, uma lembrança do mistério, uma ausência do desconhecido. “Que papo de gente louca”, você diz e eu até te entendo. Fato é que fazia tempo que eu não escrevia um texto assim, corrido, palavra atrás de palavra. Versos cortados, cruzados e rimados ficaram pra depois junto com a dose de whisky que preparei e esqueci de tomar porque agora eu preciso falar. Não sei bem o que acontece comigo. Não sei bem o Continue lendo