Enfiou um grosso caco de vidro na mão. Não sabe de onde surgiu. Não sabe como fez. Grande habilidade com o artesanato não foi, creio eu. Arrancou o pedaço com um pano enquanto rangia os dentes numa expressão de total desespero. Pareceu ter doído, realmente. Enfim, saiu. Para o alívio dele e também para o meu. Não queria saber de mais nada diante daquela dor latente que inchava e pulsava em sua palma, por seus dedos e que chegava até a ponta de seu cotovelo. — Tá doendo. — Eu imagino. — Imagina nada. — Já fiz coisa pior, acredite, Continue lendo

Sim, definitivamente, ele é. Sempre foi e sempre será. Não é nada difícil de encontrar, esse “grito” se espalhou como um verdadeiro viral pela cidade. Me surpreendi logo de cara pela pontuação, a ênfase na porra. Mas por que uma frase pichada em muros e paredes me tocaria tanto desse jeito? Entendi que essa revolta não fazia parte só do autor, é um sentimento meu, seu, nosso, do mundo –eu assim espero. O verbo amar ficou muito pop Oi, agora eu sei seu nome, adorei seu cabelo e eu te amo, tá? Ele perdeu a essência, ninguém pensa mais antes Continue lendo