Coluna de autores convidados, texto por Marcela Oka E aí você se pega com aquele sentimento… Saudade. E uma saudade inesperada, porque você nem tem tanta certeza do que você tem saudade. Porque até então você tinha um padrão estabelecido que te deixava metodicamente confortável. Um padrão onde o que tinha acabado, ficava pra trás. Sem mágoas ou raiva, porque a data de validade desses sentimentos já tinha expirado. Então simplesmente ficava pra trás, guardado numa caixa dentro do depósito, como aquelas coisas que a gente não tem onde colocar quando muda pra casa nova, sabe? A caixa estava no Continue lendo

24.04.2012

A música traz de volta o gosto da tristeza Daquele momento que se viveu Do que deixou de ser vivido No âmbito da dor Retorna e vai, revira e volta Não mais Apenas lembranças De um tempo que se foi Junto com a música que o trouxe Longe Sem delonga Sem saudade Adriana Cecchi

05.02.2012

Para ouvir: Domingo Deitada, escuridão total. Coloquei o braço pra trás e busquei por alguém. Desejei encontrar outra mão além da minha. Desejei encontrar um braço que envolvesse minha cintura, um beijo no ombro seguido de um boa noite baixinho ao pé do ouvido. Desejos, apenas isso. Estenderam-se por meus sonhos e penduraram por horas e mais horas além do normal. Sabe, existem dias que são feitos para a saudade. São propícios para senti-la. São os dias de saudade, hoje, pra mim, é um deles. Desde a hora que você acorda e enrola na cama com preguiça de levantar, até Continue lendo

Era um tempo Àquelas rosas azuis Céu cor de rosa O cheiro do vento Suas cartas cantadas E seus sorrisos falados Os minutos fizeram-se eternos Ah, tudo tem seu tempo Agora você me pede pra ficar Seus olhos me pedem para esperar Aonde tudo isso vai dar? Eu já decidi, vou esperar De um jeito ou de outro Porque eu sei que é assim Tanto pra você quanto pra mim Mas eu também peço Que não se demore muito Afinal, a gente não sabe ao certo Quanto tempo ainda tem Adriana Cecchi

29.08.2011

Já era tarde, o sono não chegava, mas era preciso dormir. Tentar, ao menos. Apaguei a luz, desliguei o notebook, uma última olhada no celular e, pronto, deitei. Algumas coisas sempre incomodam, então lá vou eu ajeitar as cobertas e trocar a posição dos travesseiros até encontrar a perfeição. Parece que a perfeição não quer se encontrada, até as meias estão esquentando demais, tiro-as e penso: agora sim. Uma mão por baixo do travesseiro dobrado e o corpo automaticamente vai se recolhendo, as pernas dobram, os joelhos sobem e o outro braço fica perdido naquele meio. Os olhos fechados por Continue lendo

25.08.2011

Perco-me em teus passos Ah, os teus abraços Eu me perco como nunca me perdi antes A intensidade fala por mim Ela está ali, ela me cala Intensa Intensa paixão cravada no meu coração Onde estão os teus passsos agora Estão longe dos meus Eu vou saltar até encontrá-los Até onde eu puder Sem exitar Sem deixá-los seguir para muito longe Adriana Cecchi

  O tempo passa; passa e tudo volta pro lugar. Mentira, volta nada! Quem disse que voltava? A gente troca as pessoas e as coisas de posição, muda as preferências, mas, no geral, nada volta de onde saiu. O que é pra ser, fica e, não podemos adivinhar quando, será. Será um dia, quem sabe, dê tempo ao tempo. E quem tem paciência pra isso? Nunca achei que esperar desse certo, ou você tenta tudo ou você pega e vai embora. Arrisca ou desiste. Não, não dá pra ser tão literal, 8 ou 80 aqui não funciona, pelo contrário, machuca Continue lendo

São Paulo esteve cinza Cinza o Carnaval todo E, justo hoje, o dia foi não fez jus ao nome O sol surgiu e o céu clareou O calor clareou O meu Carnaval não teve samba, não teve pandeiro e muito menos bateria Teve rock, pizza e cinema quase todo dia Não teve confete ou serpentina E sim, visitas, confidências, abraços apertados e família Sem viagem ou uma grande feijoada Fiquei com churrasco, chocolate, bala de goma, hamburguer e banana caramelada Pés entrelaços embaixo de endredons Me diz como poderia ser melhor É um dom As escolas desfilaram Eu não Eu Continue lendo