eu nunca tive medo do escuro não me assustei com bicho papão durmo com o pé pra fora da cama não tenho medo de assombração eu nunca tive medo de altura tenho mania de encarar o espelho depois de apagar a luz não tenho medo de cobra nem de barata já entrei no cemitério sem fazer sinal da cruz eu tenho medo de gente, de gente viva mais especificamente eu tenho medo de você pois nada explica esse frio na barriga que eu sinto ao te ver

imagem Vontade de sumir Desaparecer Deixar de existir Por algumas horas Ou minutos Por tempo indefinido Fugir, correr, morrer Não estar Sair, esquecer, entender Encontrar Explodir, saber, enlouquecer Deixar Invísivel Vontade de su

Pensamentos ruins têm me rondado Não há nada que eu possa fazer Ou mesmo queira Eles me ajudam a segurar este fado Lamento o meu estado Sinto o tempo passar Ponteiros giram como Um velocímetro descompensado De olho fechados, bem fechados Agraciados Coitados Pouco ansiados, nada ansiados Meu calendário é um confuso emaranhado Não sei que dia é hoje Melhor assim Estou tão cansado Desnorteado Ainda não me encontrei E sei que não irei Não é por malgrado Prestes a cometer um dito pecado Caio, afundo feito uma âncora Pra baixo e sempre Focado Até o fim O que for Continue lendo

Desde pequena, eu sempre gostei desse lance de jogar as coisas fora, sabe? Sair catando bagulho pela casa, arrumar armário, dar tapa na parede, jogar tudo em cima da cama, amassar papel e, em seguida, arremessar no lixo na tentativa de fazer uma cesta. Cesta! Louca? Talvez. Sem pedantismo, poucas sensações podem ser tão boas quanto a de se livrar de lixos, sejam eles recicláveis ou orgânicos, o livramento é uma verdadeira bênção, meu amigo. A partir do momento que àquela coisa, de alguma maneira, não te pertence mais, desapega! Jogue-a fora! Se livra! Bota fogo! Por falta de tchau, Continue lendo