Despertou no meio da noite, como de costume, com a boca seca. Eram 03h17. Tateou o criado-mudo na cabeceira à direita da cama, passou a mão pelo livro de centenas de páginas amareladas e capa de couro vinho que não conseguia terminar e encontrou o que buscava: água. Todos os dias deixava religiosamente um copo largo e comprido de água ao seu lado, como se precisasse disso para dormir com tranquilidade. Sentou-se na cama, não enxergava um palmo a sua frente, mas não fazia questão de luz, aliás, só dormia se a escuridão fosse total. Deu três curtos goles, ainda Continue lendo

Acordei achando que era verdade Alucinei Tudo aquilo que vivera no meu sonho Eu havia transformado em realidade Fantasiada fantasia Ou fantasia fantasiada Tanto faz A minha própria dimensão Não a terceira nem a quarta, a minha Era o que eu fazia Esqueci meus óculos durante o sono A vista embaçou Mas o irreal ainda parecia normal Levantei num pulo Caí da cama Bati a cabeça Molhei o colchão Adriana Cecchi