08.08.2011

Fechei as portas do passado Eu não queria mais ouvir Aquela voz que me fazia partir Toda vez que você chegava Eu sei, eu já saí Mas nunca desisti De te ver sorrir Mais uma vez Pela última vez Estou aqui Agora E é onde eu quero sempre estar Neste mesmo lugar Adriana Cecchi

27.07.2011

E daí que você tá de boas no sofá vendo uma tv, digo vendo porque é isso mesmo, ver a tv enquanto a cabeça fica longe longe. Com as pernas recolhidas, um semi-fetal por falta de espaço, você olha pra tv, você olha pro relógio, você olha pra luzinha irritante do dvd, você olha pro relógio, você olha pra parede, você olha pro relógio e pensa: mas já? Não fiz nada nem quero, mas por que passar tão rápido? O universo não ajuda, não mesmo, principalmente quando os muitos olhares entre os móveis da casa disparam teu coração, idiota, você Continue lendo

18.07.2011

Parei de tentar entender Parei de querer lembrar Parei de olhar nossas fotos Parei de ouvir bandas que fomos aos shows juntos Parei de me preocupar Parei de pensar Parei de sonhar Parei de procurar ilusões Parei de escrever seu nome Parei de esperar Parei de te ver em todos os cantos Parei de achar que é você quando o carro é igual ao seu Parei de contar os dias Parei de olhar as suas fotos em outros lugares Parei de ler suas cartas Parei de ouvir a minha música Parei de ouvir todas as músicas que me lembram você Continue lendo

Pensei em te ligar. Na verdade, eu quase te liguei. Eu queria te contar meu dia, que tomei chuva, que passei frio, que perdi a fome e que comprei bobagens na internet. Pensei em te ligar. Não era pra ser nada demais, era mais para ouvir a sua voz. Eu teria a sua atenção, eu sei, mas só pensei. Pensei em te ligar. Eu me abriria, revelaria o jogo por ter certeza de que você me entenderia. E teríamos tantas coisas para falar também, mesmo que não fosse por muito tempo. Estou aqui, ainda pensando. Engraçado… Eu só não liguei Continue lendo

27.06.2011

Sozinha, sentada num daqueles bancos mais altos dos ônibus, de cabelos soltos caídos no rosto e vestida com um enorme casaco preto. A garota realmente ficava muito bem de preto. Uma aparência serena; serena, mas triste. Como se estivesse triste por dentro e não quisesse revelar a ninguém. Impossível. Com aquele olhar fundo, tão distante e cheio d’água seria impossível disfarçar qualquer coisa. Nos fones ela ouvia uma bela voz rouca, daquelas que combinam alguns anos de cigarros, com outros de talento e afinação. A música era expressivamente triste, disfarçada pelo som da guitarra rasgada que aparecia de vez em Continue lendo