27.06.2011

Sozinha, sentada num daqueles bancos mais altos dos ônibus, de cabelos soltos caídos no rosto e vestida com um enorme casaco preto. A garota realmente ficava muito bem de preto. Uma aparência serena; serena, mas triste. Como se estivesse triste por dentro e não quisesse revelar a ninguém. Impossível. Com aquele olhar fundo, tão distante e cheio d’água seria impossível disfarçar qualquer coisa. Nos fones ela ouvia uma bela voz rouca, daquelas que combinam alguns anos de cigarros, com outros de talento e afinação. A música era expressivamente triste, disfarçada pelo som da guitarra rasgada que aparecia de vez em Continue lendo