Arquivo de novembro de 2015

“Você tá chorando?” A pergunta era retórica, Eliza cortava uma cebola. E chorou. Largou a cebola, olhou a faca e chorou. Chorou mais. Chorou como se fatiasse todas as cebolas do mundo. Aos prantos, sentou-se no chão da cozinha e ajoelhada sabia que não era o ardor de cebola porra nenhuma. Aquele nó apertado estava em sua garganta há mais tempo do que ela gostaria ou admitia. Eliza sofria calada. Os martírios dentro de si. As dúvidas. Os isolamentos. As pressões. Tudo veio à tona. Naqueles poucos segundos, pensou em sua vida. O que era dela e o que ainda Continue lendo

Você não é obrigado a curtir essa foto, a ler essa legenda nem concordar com o que eu digo. Você não é obrigado a sorrir o tempo todo. Não é obrigado a ter diploma nem opinião formada sobre tudo. Você não é obrigado a escolher entre “casar ou comprar uma bicicleta”. Na verdade, você não precisa casar nem ter filhos, ou cachorros, ou gatos… A não ser que você queira. Você não é obrigado a gostar de ler. Não precisa ter carro, não precisa ter conta no banco, não precisa ter o sapato da moda, não precisa ter o cabelo Continue lendo

“Eu vi o futuro do horror… e seu nome é Clive Barker”. – Stephen King Um dos livros que eu mais estava esperando e que, por muito tempo, eu não sabia nem que existia. A editora Darkside Books trouxe o livro que deu origem ao filme Hellraiser de 1987 – escrito e dirigido pelo próprio autor Clive Barker. Lembro de assistir e reassitir aos filmes da franquia Hellraiser com todas aquelas figuras diferentes, sanguinolência e sadismo, mas como seria ler tudo isso? Foi quase o mesmo pensamento que tive em Tubarão – por conhecer o filme sem saber da existência Continue lendo

“A morte é caprichosa, zelosa. E quer você também, caro leitor. Aceite sua mão estendida, olhe em seus olhos sombrios e sorria com ela. Não há escapatória.” Recebi alguns livros em parceria com a Editora Estronho, que conheci este ano e – de cara – me encantei pelo trabalho, pelo nome já dá pra entender o porquê. Falarei sobre todos eles em posts separados, começando por este de crônicas do autor Marcelo Amado. E que crônicas! A começar pela dedicatória, cujo trecho: “É complicado dedicar um livro como esse a alguém. Fica estranho. Não combina escrever algo tão sombrio e Continue lendo