Oie, é isso mesmo que você tá entendendo: ler menos! Parece que quanto mais o tempo passa, mais louco a gente fica querendo dar conta de tudo e fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo, isso inclui os tão queridinhos livros e o número de leituras no mês.

Chega de números e de regras. Fiz um vídeo-desabafo sobre algumas coisas que eu vejo por aí e pra dizer que tá tudo bem se você não conseguir ler tanto assim. Que a gente leia menos e aproveite mais as leituras sempre ;)

LIVROS PARA LER MELHOR

  • COMO LER LIVROS, comprar na amazon
    Publicado originalmente em 1940, tornou-se um fenômeno raro, um clássico vivo. É um guia de compreensão de leitura para o leitor comum, abordando os vários níveis de leitura e mostra como atingi-los – da leitura elementar à leitura rápida, passando pelo folheio sistemático e pela leitura inspecional. Aprenda a classificar um livro, a “radiografá-lo”, a isolar a mensagem do autor, a criticar. Estudos sobre as diferentes técnicas para ler livros práticos, literatura imaginativa, peças teatrais, poesia, história, ciências e matemática, filosofia e ciências sociais. Por fim, os autores oferecem uma lista de leituras recomendadas, bem como testes de leitura para que você possa medir seu progresso em compreensão, velocidade e capacidade de leitura.

 

  • POR QUE LER OS CLÁSSICOS, comprar na Amazon
    O que é um clássico? E por que lê-lo? Este livro fornece várias respostas a essas perguntas, algumas consensuais, outras polêmicas, mas todas certamente enriquecedoras. Calvino desentranha as diversas facetas do que seja um clássico, para depois iluminar com uma leitura penetrante seus próprios clássicos, ou seja, alguns dos autores mais importantes da tradição literária e intelectual do Ocidente. Por que ler os clássicos? A razão definitiva que Calvino dá a essa pergunta é tão simples como as grandes verdades: a única justificativa que se pode apresentar é que ler os clássicos é melhor do que não os ler

 

  • A ARTE DE LER, comprar na Amazon
    O que é a leitura para um crítico literário? Émile Faguet foi um dos escritores mais influentes em seu tempo e assinou escritos famosos sobre La Fontaine, Flaubert, Freud, Nietzsche, Balzac e Rousseau. Nesta obra, ele propõe uma série de reflexões e afirma que a leitura é essencialmente uma arte de pensar que requer esmero e cuidado. Um livro para quem enxerga a leitura não somente como um hobby, mas sim como um nobre estilo de vida.

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“Escolha a vida. Escolha o Facebook, o Twitter, o Instagram e esperar que alguém se importe.
Escolha olhar para os velhos tempos, querendo ter feito tudo diferente.
E escolha ver a história se repetir.”

E então eu assisti T2 Trainspotting, a sequência de Trainspotting, e me apaixonei novamente por esses caras meio-intragáveis-para-muitos que trouxeram de volta toda a essência do primeiro filme.

Vinte anos se passaram desde que Rents (Ewan McGregor) passou a perna nos amigos (menos no Spud!), levando os 12 mil libras pra bem longe e – enfim – “escolhendo a sua vida”, choose life.

Resenha do livro Trainspotting no YouTube

Nesses 20 anos muitas coisas aconteceram: Spud (Ewen Bremner) perdidaço nas drogas a procura de um “pico definitivo”, Sick Boy (Jonny Lee Miller) – agora é mais conhecido como Simon – trocou a heroína por cocaína, administra um pub e chantageia empresários ameaçando vazar sex tapes, isto em parceria com sua então namorada Veronika (Anjela Nedyalkova). E Begbie (Robert Carlyle) – o psycho do rolê – ficou todo esse tempo na cadeia com ódio de tudo e todos com aquele jeitinho de falar cheio de palavrões e preconceitos. Planeja uma fuga do presídio e você pode imaginar que coisa boa não vai sair daí.

Renton estava morando em Amsterdã bem tranks com trabalho, aparentemente ajustado ao modelo social que criticou no monólogo inicial do primeiro filme, mas uma crise pessoal traz o personagem de volta a Edinburgh. Essa volta a sua cidade natal deve-se à necessidade que ele sente de enfrentar os demônios de seu passado, melhor dizendo, os três caras que ele roubou.

E esse reaparecimento de “Rent Boy” desperta sentimentos diversos nos antigos ex (?) amigos e os aproxima de uma maneira estranha e, ao mesmo tempo, natural. O reencontro obviamente incomoda, é a partir dele que os personagens se dão conta que o tempo passou, de que não são mais aqueles garotos e trazem novas cargas emocionais, outros desajustes e medos, agora, de homens de 40 e poucos anos de idade.

“Escolha a vida. Escolha o Facebook, o Twitter, o Instagram e espere que alguém em algum lugar se importe. Escolha olhar para os velhos tempos, querendo ter feito tudo diferente e escolha ver a história se repetir. Escolha seu futuro. Escolha programas de reality TV, humilhar mulheres, usar pornô como vingança, escolha um contrato de trabalho sem mínimo de horas, uma ida de duas horas para chegar ao trabalho. E escolha o mesmo para seus filhos, só que pior, e alivie a dor com uma dose desconhecida de uma droga desconhecida feita na cozinha de alguém e então… Respire fundo. Você é um viciado, por isso se vicie. Vicie-se em outra coisa. Escolha o que você ama. Escolha seu futuro. Escolha a vida”.

A reunião do quarteto é um confronto da bagunça que eles fizeram com as próprias vidas.

John Hodge adaptou levemente o roteiro do romance Porno, de Irvine Welsh, as linhas em comum são poucas e o filme caminha num ritmo diferente do livro. Nele, a história acontece 10 anos depois de Trainspotting e a trama se desenvolve a partir da indústria pornográfica (papel oficial de Simon), daí a explicação do nome Porno. (*em breve, resenha do segundo livro no canal)

Por outro lado, Danny Boyle joga na nossa cara um balde de nostalgia. O diretor se mantém muito fiel ao espírito do filme original e também reconhece o quanto mudou e evoluiu durante esse anos. Ele revive seus “tiques” e estilo de filmagem de uma maneira muito mais aprimorada.

Revivemos algumas cenas icônicas de Trainspotting em T2. Choose life!

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Choose life.

FRASES E CITAÇÕES LIVRO TRAINSPOTTING

“Estou cercado de pessoas que me são mais próximas, mas nunca me senti tão sozinho. Nunca, em toda a minha vida.”

“Cê pega seu melhor orgasmo, multiplica a sensação por vinte, e ainda fica a anos luz de distância. Meus ossos secos e quebradiços são aliviados e liquefeitos pelas carícias da minha heroína.”

“Nos escolha. Escolha a vida. Escolha pagamentos de hipoteca. Escolha máquinas de lavar. Escolha carros. Escolha ficar sentado num sofá assistindo a programas de auditório que atrofiam a mente e esmagam o espírito, enfiando uma merda de junk food goela abaixo. Escolha apodrecer mijando e se cagando em casa, um constrangimento total pros pirralhos egoístas e fudidos que você gerou. Escolha a vida.”

“Desculpe por me meter em sua conversa. Só queria dizer que admirei o excelente gosto que cê demonstrou ao chutar aquele gordacho agora há pouco. Achei que cê podia ser uma pessoa legal pra conversar. Se cê me mandar ir pro mesmo lugar que o gordacho, não vou ficar magoado. Meu nome é Mark, a propósito.”

“As limitações e a feiura desse lugar tinham sido expostas pra mim, e eu nunca mais o veria com os mesmos olhos.”

“A sociedade inventa uma intrincada lógica falsa pra absorver e mudar as pessoas que têm um comportamento fora do normal.”

“Nunca fui preso por causa heroína. No entanto, uma porrada de caras fizeram suas tentativas de me reabilitar. Reabilitação é besteira. às vezes eu acho que preferiria ir pra trás das grades. Reabilitação significa a negação do eu.”

“Ainda assim, derrota, sucesso, que porra é essa? Quem se importa? Todo mundo vive e depois morre, num espaço bastante curto de tempo. É isso: encerrada a porra do assunto.” Continue lendo

Dicas de quadrinhos pra quem gosta de poesia: Mar, de Diego Sanchez e Cais, de Pedro Cobiaco e Janaína de Luna; ambos da editora Mino.

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Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family.

O que dizer de Trainspotting 2 que nem estreou, mas já amo demais?

A sequência também tem direção de Danny Boyle e conta com o retorno do elenco original em seus papéis incônicos: Ewan McGregor (Renton), Johnny Lee Miller (Sick Boy), Robert Carlyle (Begbie) e Ewen Bremner (Spud).

A continuação da saga do quarteto acontece 20 anos depois de Trainspotting – Sem Limites (1996) e é baseada no segundo livro da trilogia Trainspotting do autor Irvine Welsh, o Porno, lançado em 2002.

Em palavras, eu não sei expressar o quão ansiosa estou pra essa estreia – que está marcada para o dia 16 de fevereiro no Brasil (27 de janeiro de 2017 na Inglaterra e 3 fevereiro nos Estados Unidos) – pois então o que eu faço? PLAYLIST DA SOUNTRACK DO FILME, É CLARO ❤

Criei uma playlist com a trilha sonora de T2 Trainspotting, fique à vontade para seguir :) *Ainda não está completa, algumas versões ainda não foram liberadas no Spotify:

Acesse a playlist https://open.spotify.com/user/adrianacecchi/playlist/20FBJ2jAu7GOwii7exqMvI Continue lendo

Deu a loca na Amazon e, obviamente, em mim também que não vou conseguir me controlar por motivos de: Livros com até 90% de Desconto! Dá pra segurar? Não dá não.

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Chegou a hora de completar a coleção e ter aquele livro desejado há muito tempo, vem!

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Às vezes, não há nenhum aviso. As coisas acontecem em segundos.
Tudo muda. Você está vivo. Você está morto. E as coisas continuam.

Publicado nos Estados Unidos quatro anos após a morte de Bukowski, em 1998, sob o título original de Captain is out to lunch and the sailors have taken the ship, esse livro é o último canto desesperado do “velho safado”. O livro é composto por trechos de seu diário de agosto de 1991 até fevereiro de 1993, selecionados por ele próprio dias antes de morrer, em 09 de março de 1994.

O hábito de apostar em corridas de cavalos, encontros com marginais e desilusões próprias estão presentes em O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio, mas a espinha dorsal deste livro está no que talvez Bukowski sabia fazer de melhor: cruas reflexões filosóficas sobre a vida, sobre a natureza e miséria humanas.

Com ilustrações do desenhista norte-americano Robert Crumb, Buk coloca-se de forma transparente para o leitor, nu, como de hábito e mostra que não se enquadrou e jamais se enquadraria no “sonho americano” e que não se resignou em nenhum momento.

Separei alguns trechos que mais me chamaram a atenção durante a leitura para compartilhar aqui no blog :)

TRECHOS E FRASES DE
O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio

“Mas toda a minha vida tem sido uma questão de lutar por uma simples hora para fazer o que eu quero fazer. Tem sempre alguma coisa atrapalhando a minha chegada a mim mesmo.” (p.12)

“A maioria das pessoas não está pronta para a morte, a sua ou a dos outros. Ela as choca, as apavora. É como uma grade surpresa. Diabos, não deveria ser nunca.” (p.14)

“Levo a morte em meu bolso esquerdo. Às vezes, tiro-a do bolso e falo com ela: “Oi, gata, como vai? Quando virá me buscar? Vou estar pronto.” (p.14)

“Raramente encontro uma pessoa rara ou interessante. É mais que perturbador, é um choque constante. Está me tornando um maldito mal-humorado. Qualquer um pode ser um maldito mal-humorado, e a maioria é. Socorro!” (p.24)

“Não sou boa companhia, não gosto de conversar. Não quero trocar ideias – ou almas. Sou apenas um bloco de pedra para mim mesmo. Quero ficar dentro do bloco, sem ser perturbado.” (p.25)

“Se um homem quer realmente escrever, ele o fará. A rejeição e o ridículo apenas lhe darão mais força. E quando mais for reprimido, mais forte ele se torna, como uma massa de água forçando um dique.” (p.29)

“Mas acho que foi a forma com que me arrastei pela merda que fez a diferença.” (p.49)

“Acho que vou descer e sentar com minha mulher, ver um pouco da estúpida TV. Estou sempre no hipódromo ou nesta máquina. Talvez ela goste disso. Espero. Bem, aqui vou eu. Sou um cara legal, sabe? Descer. Deve ser estranho viver comigo. É estranho pra mim.” (p.59)

“Esta é uma daquelas noites em que não há nada. Imagine se fosse sempre assim. Vazio. Apático. Sem luz. Sem dança. Nem mesmo insatisfação.” (p.60)

“Somos doentes, o peixe-piolho da esperança. Nossas roupas pobres, nossos carros velhos. Nos vemos em direção à miragem, nossas vidas são desperdiçadas, como as de todo mundo.” (p.72)

“Havia outros 20 ou 25 bancos vazios. Ele sentou no que estava ao meu lado. Não gosto tanto assim de pessoas. Quanto mais longe estou delas, melhor eu me sinto.” (p.74)

“Às vezes, não há nenhum aviso. As coisas acontecem em segundos. Tudo muda. Você está vivo. Você está morto. E as coisas continuam.” (p.82)

“Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as porcentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável, mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos.” (p.82)

“Quando estou sendo dilacerado pelas forças, olho para um ou vários dos meus gatos. É só olhar para um deles dormindo ou meio dormindo e relaxo.” (p.103)

“Provavelmente, escrevi mais e melhor nos últimos dois anos do que em qualquer época da minha vida. É como se, depois de cinco décadas fazendo isso, chegasse mais perto de realmente fazê-lo. Mesmo assim, nos dois últimos meses, comecei a sentir um certo cansaço. O cansaço é quase físico, mas também é um pouco espiritual. Pode ser que eu esteja pronto para entrar em decadência. É um pensamento horrível, é claro.” (p.107)

“Na estrada, liguei o rádio e, por sorte, tocava Mozart. A vida pode ser boa em certos momentos, mas, às vezes, isso depende de nós.” (p.127)

“É bom sentar aqui esta noite, neste quartinho no segundo andar, ouvindo o rádio, o velho corpo, a velha mente remendando. Aqui é o meu lugar, assim. Assim. Assim.” (p.141)

Título: O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio
Título original:
Captain is out to lunch and the sailors have taken the ship
Autor: Charles Bukowski
Tradutor: Bettina Becker
Editora: L&PM
Número de páginas: 160
Gênero: Literatura moderna internacional; Diários

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Aqueles que são velhos o suficiente para se recordar
ainda falam dos dias “antes da chegada dos pássaros”

Os Pássaros

Você conhece o filme. É um dos maiores clássicos de Alfred Hitchcock, de 1963. Nos créditos, consta que a história é baseada no conto “Os Pássaros”, de Daphne du Marier. Quase trinta anos após seu lançamento, o romance de Frank Baker ganharia repercussão quando o autor ameaçou processar Hitchcock e Daphne Du Maurier.

Pássaros. Milhares, talvez milhões, sobrevoam Londres, de forma aparentemente inexplicável e sem sentido, onde parecem observar os habitantes da capital, que os consideram divertidos, se tanto um pouco estranhos. Enquanto as pessoas ainda tentavam entender o que faziam ali, eles começam a atacar, ferindo e até mesmo matando com tremenda brutalidade e violência. Seriam eles uma força da natureza ou uma manifestação sobrenatural? Ninguém sabe. A única certeza é que o objetivo dos pássaros é a destruição da humanidade e ninguém tem ideia de como impedi-los…

Em parceria com a editora DarkSide Books, vai rolar um sorteio maravilindo aqui no blog: kit com o livro Os Pássaros (Frank Baker) + DVD Os Pássaros (Hitchcock) <3 Participe:

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*resultado dia 11/12*

Fotos da edição “Os Pássaros”, de Frank Baker

Os Pássaros

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