Traços simples, fungos fofinhos e papo de gente grande!

Fungos

Dois fungos caminham por um pântano inóspito e refletem sobre a vida, suas crenças religiosas e a internet no mais recente lançamento da editora Mino.

Fungos é o primeiro trabalho de James Kochalka publicado no Brasil. Vencedor dos prêmios Eisner, Ignatz e Harvey, o autor de 48 anos é considerado uma das grandes lendas da indústria norte-americana de quadrinhos. Em 1998, com a série American Elf, Kochalka foi um dos primeiros artistas a utilizar a internet como plataforma de publicação de seus trabalhos. Conheça o canal de James Kochalka.

“Nos anos 90, enquanto quadrinistas alternativos como Peter Bagge, Daniel Clowes e Chris Ware
ganhavam respeitabilidade como artistas fora do nicho de HQs, Kochalka seguia um caminho antagônico,
tendo ingenuidade e humor como suas bases fundamentais”
site The A.V. Club

Orelha Fungos

Fofurinhas Podres

Com traços simples, as estrelas desta obra são integrantes do reino fungi. As histórias são bem curtinhas (a primeira delas chama Fofurinhas Podres, foto acima) e todas escritas e desenhadas por Kochalka.

O quadrinista criou diversas analogias, imaginando situações e conceitos modernos no ‘mundo’ dos fungos.

Os gêmeos Winklemofoss, por exemplo, se dizem os criadores do Facebook, mas não sabem explicar o conceito da tal rede social para ninguém. Com certeza uma das minhas histórias favoritas do quadrinho:

Facebook

Facebook

As histórias são muito divertidas e os personagens nos cativam pela ingenuidade.

Fungos é um desenho animado para todas as idades

Continue lendo

20-musicas

Respondi a TAG 20 músicas, quem quiser responder também, deixa aqui nos comentários que eu vou adorar saber as respostas :)

1. Música favorita
2. Música que mais odeia
3. Música que te deixa triste
4. Música que te lembra alguém
5. Música que te deixa feliz
6. Música que te lembra um momento específico
7. Música que você sabe a letra inteira
8. Música que te faz dançar
9. Música que te ajuda a dormir
10. Música que você gosta em segredo
11. Música com a qual você se identifica
12. Música que você cantava e agora odeia
13. Música do seu disco preferido
14. Música que sabe tocar em algum instrumento
15. Música que gostaria de cantar em público
16. Música que gosta de ouvir dirigindo
17. Música da sua infância
18. Música que ninguém imagina que você goste
19. Música que você quer que toque no seu casamento
20. Música que você quer que toque no seu funeral

PLAYLIST COM AS MÚSICAS

Power trio californiano promove o disco ‘Rare Breed’ em cinco shows pelo país

The Shrine (credito Olivia Jaffe)Foto Olivia Jaffe

Apontados pela mídia estrangeira como uma banda de atitude e imenso poder de fogo em palco, o The Shrine é uma máquina de riffs roqueiros secos e cortantes, conjugados com a visceral dinâmica do punk e metal das pistas de skate e por uma atmosfera psicodélica. Um pacote completo que contempla as principais nuances do rock, principalmente das décadas de 1970 a 1990.

Influências do rock psicodélico, skate, punk e metal oitentista

Com produção da Abraxas, o trio californiano confirmou cinco apresentações no Brasil entre julho e agosto de 2016: Josh Landau (guitarra, vocal), Court Murphy (baixo) e Jeff Murray (bateria) tocarão em Belo Horizonte, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia (abaixo as datas, locais e venda de ingressos).

Com um show com referências de Black Sabbath, Black Flag a Fu Manchu, com interlúdios, jams e vibrações descompromissadas, o trio de Venice (Califórnia, Estados Unidos) está na estrada desde 2008 e nos próximos meses viaja pela primeira vez à América do Sul para promover o mais recente álbum “Rare Breed” (ouça no spotify), o terceiro da carreira e o primeiro lançado na Europa pela major Century Media.

OUÇA THE SHRINE NO SPOTIFY

Além dessas datas, a produtora Abraxas ainda anunciará nas próximas semanas duas skate jams no RJ e em SP, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, com shows da banda. Acompanhe a página da Abraxas – facebook.com/abraxasevents e abraxas.fm – para mais informações.

Datas da turnê na América Latina

28/07 em Belo Horizonte, no A Autêntica. Para ingressos, clique aqui
29/07 em Florianópolis, no Célula Showcase. Para ingressos, clique aqui
30/07 em São Paulo, no Inferno Club. Para ingressos, clique aqui
04/08 no Rio de Janeiro, no Teatro Odisseia. Para ingressos clique aqui
05/08 em Goiânia, no Goiânia Noise Festival. Para ingresso online, clique aqui
07/08 em Buenos Aires (Argentina), no Noiseground Festival
08/08 em Montevideo (Uruguai), no Bluzz Live

Pôster The Shrine

Ouça Coming Down Quick

Fãs de horror: preparem-se!

31

Saiu o primeiro trailer de 31, o novo filme de Rob Zombie (Rejeitados Pelo DiaboHalloween).

A trama que se passa em 1975, conta a história de cinco pessoas que são sequestradas cinco dias antes do Halloween. Elas serão mantidas em um cativeiro chamado “Murder World” (Mundo do Assassinato) onde terão que participar de um sinistro jogo de doze horas contra palhaços assassinos e garantir a sua sobrevivência. Este jogo se chama 31. Assista ao trailer:

A inspiração de Zombie para o filme foi o parque de terror Great American Nightmare.

O filme chegou a receber classificação NC-17 (a mais alta que existe) em duas vezes que foi submetido à análise, nesta classificação, os menores de 17 anos não podem assistir ao filme mesmo que estejam acompanhados dos pais. Rob editou o longa e conseguiu classificação R, na qual os menores de 17 anos podem assistir na companhia dos pais.

A MPAA classificou o filme por “violência sádica gráfica, sexualidade e nudez bizarras, imagens perturbadoras invasivos e linguagem forte”. Coisa leve, né migos, vamos ver o que vem por aí.

31 tem estreia marcada para 16 de setembro nos EUA, mas ainda não tem previsão para chegar ao Brasil :(

“Ela ainda é muito nova para entender o que aconteceu.
Em vários aspectos, ainda é uma criança inocente.”

Menina Má

O livro é de ficção, mas é muito mais real do que ousamos imaginar. Menina Má é, como o próprio nome diz, sobre uma criança má, uma criança psicopata.

Sabe o que a indústria de entretenimento faz (na maioria dos casos) de tratar crianças como seres especias, puros e ingênuos de todas as formas? Ou então de – por algum motivo – romantizar histórias com psicopatas? Pois é, em Menina Má, William March não faz nada disso e conta uma história que com certeza vai te assustar.

The Bad Seed foi publicado originalmente em 1964, fez um sucesso absurdo e agora está nas livrarias brasileiras pela editora Darkside Books. O autor William March trouxe à tona uma discussão polêmica: uma criança pode se tornar assassina por influência do meio em que vive ou existem mesmo as chamadas “sementes do mal”?

Contra capa

Quando nasce a maldade?

A questão dá margem para muitas explanações, inclusive tenho as minhas. Mas o que o autor faz aqui é trabalhar com as sementes da dúvida na sua cabeça, as respostas não estarão ao seu alcance, pelo menos, não até que termine de ler a história.

Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.

A menina Rhoda é uma criança adorável, a filha perfeita que esbanja obediência, simpatia e afeto. Em partes. Rhoda também é dissimulada, mentirosa, fria e calculista. O desenvolvimento da personagem é fantástico, conhecemos a psicopatia, as motivações infantis e a maldade praticada por uma garota de 8 anos. Continue lendo

Vocês não imaginam o tamanho da minha alegria quando recebi o convite da Darkside Books para – nada mais, nada menos, entrevistar Andrew Pyper! Sim, o autor de O Demonologista que tanto adorei e que entrou nas principais listas de Livros Mais Vendidos no Brasil em 2015.

Clique aqui para ler a resenha do livro O Demonologista

Andrew Pyper

Na entrevista, perguntei para Andrew Pyper sobre o final de O Demonologista; curiosidades sobre o seu novo lançamento brasileiro, Os Condenados; como ele lida com o sobrenatural, sobre seu processo de escrita e muitas outras coisinhas, espero que gostem:

  1. Andrew Pyper! Gostaria de começar com uma confissão: você praticamente realizou um sonho meu lançando o livro com o nome “O Demonologista”, sempre me interessei pelo assunto, então, muito obrigada! Fiquei encantada com a sua escrita e sempre quis bater um papo com você sobre o final do livro. O que você achou das teorias criadas para o final de David Ullman?

Certamente já me perguntaram sobre o fim do livro muitas vezes, já que alguns leitores acharam o desfecho ambíguo, outros misterioso e alguns apenas confuso demais. Eu não quero me aprofundar em explicações, já que minha intenção com o final era ter as crenças do próprio leitor – sua própria jornada de fé – definindo como o livro funciona para ele. É como enxergar uma visão sagrada, ou apenas ler a Bíblia: o que as parábolas significam? Quão literalmente devemos aceitar as metáforas e mitologias bíblicas? Por exemplo, até mesmo cristãos discordam se Jesus de fato ressurgiu dos mortos ou se isso significava um retorno de seu espírito, o impacto duradouro de suas lições. Para mim, o fim do livro é feito para comunicar uma verdade emocional em um primeiro momento, e um fato concreto em um segundo e distante momento.

 

  1. Os fãs estão ansiosos para o lançamento do seu livro Os Condenados aqui no Brasil. A história explora as conexões de amor e ódio entre irmãos gêmeos e eu sempre tive uma certa curiosidade sobre o relacionamento entre irmãos gêmeos pelo fato das ligações serem extremamente mais fortes. O que podemos esperar com relação a isso?

Danny e Ashely Orchard são gêmeos fraternos. Danny sempre esteve à sombra de Ashley – ela é a garota brilhante, a mais bonita, de um jeito quase sobrenatural. Mas Ashley não tem alma. Então quando ambos morrem em seu 16º aniversário em um incêndio misterioso, e Danny volta à vida mas Ashley não, a fúria dela é tão grande que faz com que ela assombre seu irmão e o impeça de ter amigos, família, amor. Mas quando a mulher e a criança pelos quais Danny começa a nutrir sentimentos são ameaçados, ele entende que precisa morrer uma segunda vez para encarar Ashley no submundo. Eu penso em Os Condenados como uma releitura contemporânea e assustadora do mito de Orfeu (e todas as outras histórias sobre buscas no mundo dos mortos).

“Eu sou fascinado pelo sobrenatural,
e encontro enormes possibilidades para ele na ficção (…)”

  1. Uma das coisas que mais gosto no terror é sentir que ele pode ser real e não fantasioso. A história de Os Condenados se passa na cidade de Detroit, o que aproximaria o leitor de um cotidiano verídico, a escolha da cidade foi pensando nisso?

Sim, com certeza. Eu quis descrever um inferno que não seria excessivamente fantástico, não uma história em quadrinhos.

 

  1. Em Os Condenados, o personagem Danny parece condenado à solidão. Você acha que esse é um medo maior até que o medo do sobrenatural?

Em última análise, sim. Eu acho que, de algum modo, todos os meus livros são sobre os horrores de ficar sozinho. Quando você pensa nas motivações subjacentes de grande parte dos monstros – sejam eles a criatura de Frankenstein, Satã, o serial killer sociopata – eles estão todos atuando a partir de uma ausência de conexão, de isolamento. O inferno provavelmente não é cheio de outros pecadores para fazer companhia uns aos outros. O inferno é suportado sozinho.

 

  1. O sobrenatural/paranormal desempenha um papel importante em seu trabalho. Como você lida com o sobrenatural em sua vida pessoal?

Eu sou fascinado pelo sobrenatural, e encontro enormes possibilidades para ele na ficção, já que nela ele oferece maneiras de descobrir um personagem que não seriam acessíveis apenas no rigoroso modo realista. E enquanto eu não tenho uma posição permanente sobre “acreditar” ou não no sobrenatural, eu conheço centenas de pessoas educadas, fundamentadas e razoáveis que já tiveram experiências que elas não conseguem explicar, e elas estão dizendo a verdade. Então eu sou cuidadoso na minha pesquisa e no meu trabalho. Eu nunca fui a um médium, por exemplo, e jamais irei. Nenhum tabuleiro Ouija é permitido dentro de casa. Sem kits de mágica. Sem sessões espíritas.

Continue lendo

Livros Editora Estronho

Uma narrativa curta e que envolve todos os elementos. Leitura rápida, porém intensa, esses são os contos. Eu sempre gostei muito de ler contos, pra mim não tem erro. É o tipo de livro que flui a qualquer momento (ótimo pra famigerada ressaca literária, inclusive) e sempre deixa um gostinho de quero mais.

Pensando nisso, decidi começar uma “série” aqui no blog com indicações de livros de contos. Neste primeiro post, indicarei três livros da Editora Estronho. Contos com folclore, terror, horror, suspense, algumas insanidades e fantasia! Lá vai:

INSANAS

“Era sangue, mas o que eu poderia fazer além de apreciar o momento?
Segurava a faca que voltou para o pescoço de minha nova vítima.”
Conto Vítimas, de Celly Borges

Insanas

Em sua terceira edição, agora fazendo parte da Coleção Funesto*, Insanas é uma antologia escrita somente por mãos femininas. E aqui, bem… elas matam!

*A Coleção Funesto apresenta histórias recheadas de horror, suspense e mistério, onde cada autor mostra o pior, o mais assustador de todos os mundos imagináveis – principalmente deste.

A antologia Insanas tirou dessas mulheres o que elas têm de mais cruel. Textos recheados de tortura, sangue, terror, sexo, sadismo, ambição extrema e morte.

“Limpo minha mão e roupa. Estou atrasada.
Chego ao escritório. “Por que está toda ensanguentada?
Conto Quer uma torrada?, de Débora Moraes

Se você gosta de ler histórias cruéis, com bastante sangue e até sadismo: esse é o livro! Aqui a insanidade atinge outro patamar, histórias sobre vingança ou apenas sobre a maldade em sua essência mais pura. Algumas agem por impulso, outras calculam friamente cada passo que irão dar. Elas estão por aí, estão no trabalho, em casa, talvez na sua cama… Sexo frágil? Eu acho que não.

livro-insanas-estronho

Os nomes dos contos e suas autoras:

Tinta Vermelho Sangue (Caroline Libar); A Fazenda (Alma Kazur); A Última Oração (Tatiana Ruiz); Psycho Killer (Anna Schermak); O Bem e o Mal (Sandra Franzoso); Desagravo (Laila Ribeiro); Pecado Original (Roberta Nunes); Quer uma Torrada? (Débora Moraes); Amor Masoquista (Laris Neal); Memórias (Alícia Azevedo); Anita (Carolina Mancini); Madrastas (Valentina Silva Ferreira) e Vítimas (Celly Borges).

“Se somos monstros, foi você quem criou, meu bem, ela pensou e riu.
Andou até a sua mesa e se sentou atrás dela, encarando o rapaz.
Agora, no lugar do capuz que sempre cobria o seu rosto,
estava uma máscara muito parecida com as das outras mulheres.”
Conto Psycho Killer, de Anna Schermak (blog Pausa Para um Café)

Ficha Técnica
Título: Insanas… Elas Matam!
Organização: Marcelo Amado
Prefácio: Ana Cristina Rodrigues
Autoras: Alicia Azevedo, Alma Kazur, Anna Schermak, Carolina Mancini, Caroline Libar, Celly Borges, Debora Moraes, Laila Ribeiro, Laris Neal, Roberta Nunes, Sandra Franzoso, Tatiana Ruiz e Valentina Silva Ferreira.
Editora: Estronho (Coleção Funesto)
Gênero: Contos Brasileiros
Número de páginas: 148

 

INSONHO

“O choro tornou-se em gritos, os gritos em uivos…
Nessa noite, as desgraças da mula gelariam o sangue.”

Conto Ao Sexto Dia, de Inês Montenegro Continue lendo

“Some people never go crazy.
What truly horrible lives they must lead.”

10 Lições de Charles Bukowski

  1. “Você tem que morrer algumas vezes antes de realmente viver.”

O fácil e o difícil da vida: viver. O ciclo cair, levantar, cair de novo e levantar de novo é constante. Uma hora tudo estará tudo bem e outra hora não estará mais. Sempre reforço o “tudo vai passar”. E passa mesmo. Nada dura pra sempre, nem a alegria, nem a tristeza. Para estarmos vivos, temos que morrer um pouquinho. Precisamos passar por coisas que nem sempre são agradáveis para realmente aprendermos a viver.

 

  1. “Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que eu posso encontrar.”

É possível se sentir sozinho estando rodeado de gente e é possível estar só sem se sentir solitário. Buk apreciava a solidão, apreciava estar só, apreciava isolar-se nos momentos certos. O desespero para “estar com alguém” beira, de fato, a repugnância. Antes de tudo e todos, precisamos apreciar a nossa própria companhia. Afinal, somos nós mesmos que iremos aturar até o fim da vida.

 

  1. “Qualquer problema que você tiver comigo, é seu.”

Todinho seu, meu amor. Você fica preocupado com o que o outro diz ou pensa sobre você? A vida é tão curta pra isso, poxa, e Bukowski mostra o quanto ele tava ligando pra opinião alheia: um total de zero importância. Se não estamos devendo nada, então também não devemos nos importar com nada. Problemas, em grande parte, são passageiros e bobos, deixa pra lá.

 

  1. “Nunca espere demais, da sorte ou dos outros, no fim não há quem não decepcione você.”

Eu nunca acreditei em sorte, talvez, ligeiramente no azar. Esperar algo do outro é quase ter a certeza de que irá se frustrar. Ninguém tem que lidar com as nossas expectativas, por vezes, caprichos. Colocar todas as suas expectativas e frustrações em alguém não vai te trazer alegria, apenas decepção.

charles-bukowski-frases

  1. “‘Nunca vi ninguém aguentar a agulha com tanta frieza’. Ora, isso não é valentia. Se o sujeito aguenta, alguém cede. É um processo, um ajuste. Mas não existe maneira de se acostumar com a dor mental. Fico longe dela.”

A dor física é sempre superável. A gente aguenta, a gente se acostuma e pede pra bater mais forte. “A dor já faz parte do total”, citando Dead Fish. Já a dor mental, os incômodos, as crises, as agonias, esses dão trabalho. Mas quanto mais a gente leva, mais a gente caleja, seguimos. Se tem uma coisa que a vida me ensinou é que eu aguento o tranco, pelo menos até agora.

 

  1. “Se você vai tentar, vá até o fim, caso contrário, nem comece.”

Autoexplicativa, mas também cabe em outra frase dele: “Se você não jogar, jamais irá vencer”. Comece e termine, só assim a experiência poderá ter valido de alguma coisa. Não tem como viver de metades. Se for pra ser de qualquer jeito, é melhor ficar onde está.

 

  1. “A diferença entre a Arte e a Vida é que a Arte é mais suportável.”

A única coisa que eu consigo comentar sobre: amém.

 

  1. “As pessoas em geral são muito melhores por cartas que em carne e osso. Elas se parecem muito com os poetas.”

Sabe todas as suas expectativas em relação às pessoas? Jogue-as fora. Esqueça. Suas expectativas, provavelmente, não serão atendidas. Alguns tendem a ser mais corajosos – em diversos aspectos – no papel, eu mesma sempre achei só conseguia me expressar através das palavras. Olho no olho, a coisa muda de figura.

 

  1. “Bem, todos morrem um dia, é simples matemática. Nada de novo. A espera é que é um problema.”

A única certeza da vida e, mesmo assim, não estamos preparados para ela: a morte. Ela nunca é fácil, pelo menos não para a maioria. Nos pega de surpresa e nos arrebatada, porém é a lei da vida e não podemos paralisar diante de sua chegada, seja em qual circunstância for. É preciso estar vivo para morrer, sim, mas também sabemos que a respeito deste medo universal, só falar é fácil, não é?

 

  1. “O cinismo é a debilidade que evita que nos ajustemos ao que acontece no momento. O otimismo também é uma debilidade: ‘O sol brilha, os pássaros cantam, sorria.’ Isso é uma merda igual. A verdade está em algum ponto entre os dois. O que é, é. Se você não está disposto a suportar a verdade, dane-se!”.

“O que é, é.” E assim será, quem sabe, sempre. Buk nunca foi dos mais otimistas, invejo quem seja (ou não). O cinismo – como doutrina filosófica – despreza as convenções sociais e pega as vantagens de uma vida simples e natural, pregando o autocontrole e autonomias individuais. Depois dessa não falo mais.

Pessoas

Bônus pra quem ama gatos <3 “Ter um bando de gatos por perto é bom. Se você está se sentindo mal, é só você olhar para os gatos e vai se sentir melhor, porque eles sabem que tudo é, tal como é. Não há nada para ficar animado. Eles apenas sabem. Eles são salvadores. Quanto mais gatos você tem, mais tempo você vive. Se você tem uma centena de gatos, você vai viver dez vezes mais do que se você tem dez. Algum dia isso vai ser descoberto, e as pessoas terão mil gatos e viverão para sempre. É realmente ridículo.” Veja mais aqui no blog sobre: escritores e gatos.