“Some people never go crazy.
What truly horrible lives they must lead.”

10 Lições de Charles Bukowski

  1. “Você tem que morrer algumas vezes antes de realmente viver.”

O fácil e o difícil da vida: viver. O ciclo cair, levantar, cair de novo e levantar de novo é constante. Uma hora tudo estará tudo bem e outra hora não estará mais. Sempre reforço o “tudo vai passar”. E passa mesmo. Nada dura pra sempre, nem a alegria, nem a tristeza. Para estarmos vivos, temos que morrer um pouquinho. Precisamos passar por coisas que nem sempre são agradáveis para realmente aprendermos a viver.

 

  1. “Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que eu posso encontrar.”

É possível se sentir sozinho estando rodeado de gente e é possível estar só sem se sentir solitário. Buk apreciava a solidão, apreciava estar só, apreciava isolar-se nos momentos certos. O desespero para “estar com alguém” beira, de fato, a repugnância. Antes de tudo e todos, precisamos apreciar a nossa própria companhia. Afinal, somos nós mesmos que iremos aturar até o fim da vida.

 

  1. “Qualquer problema que você tiver comigo, é seu.”

Todinho seu, meu amor. Você fica preocupado com o que o outro diz ou pensa sobre você? A vida é tão curta pra isso, poxa, e Bukowski mostra o quanto ele tava ligando pra opinião alheia: um total de zero importância. Se não estamos devendo nada, então também não devemos nos importar com nada. Problemas, em grande parte, são passageiros e bobos, deixa pra lá.

 

  1. “Nunca espere demais, da sorte ou dos outros, no fim não há quem não decepcione você.”

Eu nunca acreditei em sorte, talvez, ligeiramente no azar. Esperar algo do outro é quase ter a certeza de que irá se frustrar. Ninguém tem que lidar com as nossas expectativas, por vezes, caprichos. Colocar todas as suas expectativas e frustrações em alguém não vai te trazer alegria, apenas decepção.

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  1. “‘Nunca vi ninguém aguentar a agulha com tanta frieza’. Ora, isso não é valentia. Se o sujeito aguenta, alguém cede. É um processo, um ajuste. Mas não existe maneira de se acostumar com a dor mental. Fico longe dela.”

A dor física é sempre superável. A gente aguenta, a gente se acostuma e pede pra bater mais forte. “A dor já faz parte do total”, citando Dead Fish. Já a dor mental, os incômodos, as crises, as agonias, esses dão trabalho. Mas quanto mais a gente leva, mais a gente caleja, seguimos. Se tem uma coisa que a vida me ensinou é que eu aguento o tranco, pelo menos até agora.

 

  1. “Se você vai tentar, vá até o fim, caso contrário, nem comece.”

Autoexplicativa, mas também cabe em outra frase dele: “Se você não jogar, jamais irá vencer”. Comece e termine, só assim a experiência poderá ter valido de alguma coisa. Não tem como viver de metades. Se for pra ser de qualquer jeito, é melhor ficar onde está.

 

  1. “A diferença entre a Arte e a Vida é que a Arte é mais suportável.”

A única coisa que eu consigo comentar sobre: amém.

 

  1. “As pessoas em geral são muito melhores por cartas que em carne e osso. Elas se parecem muito com os poetas.”

Sabe todas as suas expectativas em relação às pessoas? Jogue-as fora. Esqueça. Suas expectativas, provavelmente, não serão atendidas. Alguns tendem a ser mais corajosos – em diversos aspectos – no papel, eu mesma sempre achei só conseguia me expressar através das palavras. Olho no olho, a coisa muda de figura.

 

  1. “Bem, todos morrem um dia, é simples matemática. Nada de novo. A espera é que é um problema.”

A única certeza da vida e, mesmo assim, não estamos preparados para ela: a morte. Ela nunca é fácil, pelo menos não para a maioria. Nos pega de surpresa e nos arrebatada, porém é a lei da vida e não podemos paralisar diante de sua chegada, seja em qual circunstância for. É preciso estar vivo para morrer, sim, mas também sabemos que a respeito deste medo universal, só falar é fácil, não é?

 

  1. “O cinismo é a debilidade que evita que nos ajustemos ao que acontece no momento. O otimismo também é uma debilidade: ‘O sol brilha, os pássaros cantam, sorria.’ Isso é uma merda igual. A verdade está em algum ponto entre os dois. O que é, é. Se você não está disposto a suportar a verdade, dane-se!”.

“O que é, é.” E assim será, quem sabe, sempre. Buk nunca foi dos mais otimistas, invejo quem seja (ou não). O cinismo – como doutrina filosófica – despreza as convenções sociais e pega as vantagens de uma vida simples e natural, pregando o autocontrole e autonomias individuais. Depois dessa não falo mais.

Pessoas

Bônus pra quem ama gatos <3 “Ter um bando de gatos por perto é bom. Se você está se sentindo mal, é só você olhar para os gatos e vai se sentir melhor, porque eles sabem que tudo é, tal como é. Não há nada para ficar animado. Eles apenas sabem. Eles são salvadores. Quanto mais gatos você tem, mais tempo você vive. Se você tem uma centena de gatos, você vai viver dez vezes mais do que se você tem dez. Algum dia isso vai ser descoberto, e as pessoas terão mil gatos e viverão para sempre. É realmente ridículo.” Veja mais aqui no blog sobre: escritores e gatos.

JESUS CHAPADO!

Stoned Jesus

A banda ucraniana Stoned Jesus se apresentou em São Paulo no último sábado, dia 14 de maio, no Inferno Club e a única coisa que consigo dizer é: que show!

Pela primeira vez no Brasil, Stoned Jesus entrou em turnê pela América Latina e incluiu três cidades brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis sob o comando da Abraxas.

O show foi enérgico e a banda demonstrou dinâmica tanto no palco como com o público, sendo muito simpática do início ao fim da apresentação.

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“Stoned Jesus é uma banda de stoner metal
com referências de doom, prog metal e rock setentista”

Com Rituals of the SunThe Harvest, Stoned Jesus deu início ao show da melhor maneira, prendendo a atenção dos fãs com os arranjos e pegada “obscura”, tradicional da banda. Na sequência, Stormy MondayBright Like the Morning, que é uma grande queridinha minha, ambas do álbum Seven Thunders Roar de 2014 (ouça no Spotify).

Talvez o momento que a maioria estava esperando, I’m the Mountain! A música tomou conta do público e foi bonito de ver todos os elementos característicos da banda ao vivo, pouco mais de dez minutos de puro prazer e apreciação.

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Black Woods (ouça no youtube) é uma das minhas favoritas e quando ouvi os primeiros riffs entrei em êxtase. A música tem um baixo marcante e lembra muito Black Sabbath.

In this darkness, in this gloom
Dwells the master of my doom
If i follow all the rules
He will take me to his black woods
Oh, yeah

Ao meu ver, Electric Mistress foi a música que causou maior euforia na noite pelo ritmo mais frenético e rápido. Para finalizar, YFSHere Come the Robots, ambas do último álbum The Harvest de 2015 (ouça no Spotify).

STONED JESUS, o “Jesus Chapado”: Igor (vocais e guitarra), Viktor (bateria) e Sergii (baixo).

A abertura ficou por conta das bandas Hierofante e Saturndust.

Setlist Stoned Jesus SP 2016

Rituals of the Sun
The Harvest
Stormy Monday
Bright Like the Morning
I’m the Mountain
Black Woods
Electric Mistress
YFS
Here Come the Robots

Um muito obrigada às bandas pelo belo espetáculo e à Abraxas pelo evento! :)

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Mais fotos, por Flávio Santiago:

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“Toda criatura viva neste planeta morre sozinha.”

Donnie Darko

Quem me acompanha nas redes sociais e no canal RDM sabe o quanto eu sou fascinada/obcecada pelo filme Donnie Darko e o quanto eu estava esperando por esse lançamento da editora Darkside Books.

O livro não inspirou o filme e o livro também não é a novelização do filme. O livro é, de fato, o filme.

Você acredita em viagem no tempo?

Livro

Esquizofrenia, sonambulismo, turbina de avião, números, vovó morte, viagem no tempo e um coelhão macabro, qual o significado de tudo isso? 

Assisti ao filme uma, duas, cinco, dez e perdi as contas de quantas vezes mais. Nesse post não vou falar sobre a história, fiz um vídeo entendendo Donnie Darko para quem quiser se aventurar nas teorias junto comigo, para assistir é só clicar no link :D

28 dias 06 horas 42 minutos 12 segundos

Lateral

Prefácio

O prefácio é de Jake Gyllenhaal – o próprio Donnie Darko – e o ator diz que se diverte quando uma pessoa pergunta sobre a filosofia por trás do filme pra ele e que toda vez responde “não faço ideia, o que você acha?”. Que parece ser uma resposta muito simples para um filme desconcertantemente complexo, mas que todas as respostas se encontram no mesmo ponto: o ponto do que as pessoas aceitam como verdade e é isso que diferencia uma mente da outra.

Perguntas

Quase 60 páginas de entrevista com o criador de Donnie Darko, Richard Kelly, feita por Kevin Conroy Scott. O diretor fala sobre sua vida, família, formação acadêmica e sobre todas as dificuldades que teve para lançar o longa.

“Escrever pode ser uma profissão solitária, então quando não estou escrevendo,
preciso estar cercado de gente.” Continue lendo

“A melhor banda que já ouvi na vida!”
– Josh Homme

Truckfighters

Fãs de stoner rock: o Rio de Janeiro está na rota da turnê sul-americana do power trio sueco Truckfighters, referência mundial do stoner rock há 15 anos em atividade  e uma das bandas favoritas de Josh Homme, fundador do icônico Kyuss e do cultuado Queens of the Stone Age.

O show na capital carioca acontece amanhã, terça-feira, 17 de maio, a partir das 20 horas, no Teatro Odisseia. O evento na Cidade nada Maravilhosa – com produção da Abraxas em parceria com a produtora gaúcha Rock City (responsável pela realização da turnê) – ainda terá suporte das bandas Barizon (Rio de Janeiro) e Fuzzly (Mato Grosso).

[Clique aqui para ver o evento no Facebook]

Esta é a segunda turnê do Truckfighters no Brasil, mas a primeira vez que passa pelo Rio de Janeiro. Dia 11 passaram por São Paulo, dia 12 por Florianópolis, dia 13 por Curitiba, dia 14 por Brasília e essa é a última semana da banda no Brasil: dia 17 no Rio de Janeiro e dia 18 em Porto Alegre.

[Venda online de ingressos 60$]

O Truckfighters tem bagagem respeitável na cena musical mundial. Precursores do stoner rock europeu com quatro álbuns lançados, o power trio sueco é milimétrico em dosar riffs empolgantes com certeiros efeitos do fuzz em canções que vão do rock progressivo ao metal e ainda com pitadas do alternativo. Este é o caldeirão em que ferve “Universe”, o último registro da banda, editado em 2014, cuja sonoridade autêntica e elétrica torna uma apresentação dos suecos ainda mais interessante e imperdível.

> TRUCKFIGHTERS NO RIO DE JANEIRO

Data: 17 de maio
Local: Teatro Odisseia (avenida Mem de Sá, 66)
Abertura da casa: 19 horas
Shows: Barizon (20h), Fuzzly (21h) e Truckfighters (22h)
Ingresso antecipado: R$ 60
Venda online: https://www.sympla.com.br/truckfighters-suecia-no-teatro-odisseia—17-de-maio__60428

Venda física: Rocksession – Tijuca (Rua Conde de Bonfim 80, loja 16, Tel.: 3168-4934), Tropicália Discos – Centro (Praça Olavo Bilac 28, sala 207, Tel.: 2224-9215), Audio Rebel – Botafogo (Rua Visconde Silva 55, Tel.: 3435-2692) e Hard N’ Heavy – Flamengo (Rua Marquês de Abrantes, 177, loja 106, Tel.: 2552-2449)
Ingresso na hora: R$ 80 (meia entrada) e R$ 160 (inteira)
Realização da turnê: Rock City

Ouça Desert Cruiser

Respeitável público, sejam bem-vindos ao incrível Circo Mecânico Tresaulti,
o lugar para quem acredita no mundo mágico que nos rodeia.

O Circo Mecânico

O Circo Mecânico Tresaulti foi um dos primeiros lançamentos da editora Darkside Books e foi um grande sucesso. Tão sucesso que o livro ficou um tempo esgotado (veja a edição brochura). Sendo assim, a editora relançou a obra em uma edição digna de um belo espetáculo para a alegria dos fãs da história, da Dark e de literatura.

Sinopse: num mundo pós-apocalíptico, onde as pessoas não tem mais acesso a tecnologias de ponta, uma caravana circense leva esperança por onde passa. Os artistas são sobreviventes de guerra, que tiveram seus corpos mutilados reconstruídos com complexas estruturas mecânicas. DARKSIDE BOOKS

Folha de guarda

A guerra está por todos os lugares. O quanto isso pode afetar a sociedade?

Uma trupe que leva alegria em um mundo cheio de caos. Uma distração, talvez uma fuga dessa cruel realidade. Um livro que vai despertar sentimentos diversos durante a leitura. Aqui vão 5 motivos (a mais) para você ler este grande livro:

1- Cenário pós-guerra distópico

A história se passa no futuro em um mundo pós-apocalíptico. Cenário devastado pela guerra e caos geral, ambientado num mundo cheio de bombas e radiação remanescentes de uma guerra pela qual todos já saíram derrotados.

Aqueles que se juntam à trupe circense procuram segurança um trabalho sem risco de vida ou apenas uma nova forma de recomeçar. De seguir em frente, apesar dos pesares.

O circo

“Qualquer mundo decente precisa de arte.”

2- Personagens mecânicos

Boss é a alma do circo, ela que lidera e auxilia a trupe com seu dom específico. Boss acolhe pessoas com talentos ou pessoas que estão dispostas a trabalhar no circo e também atrai novos personagens pela sua habilidade muito especial para recuperar corpos mutilados pela guerra, criando assim magníficos seres mecânicos pós-humanos. O dom de Boss faz humanos com engrenagens, placas de ferro, pétalas de cobre, pulmões relojoaria, rodas, pistões e até asas (como as da capa).

“A autora nos conduz por um realismo mágico com um toque da beleza steampunk, uma combinação inusitada que cria a atmosfera perfeita para personagens comoventes e de grande força poética.” DARKSIDE BOOKS Continue lendo

Morre 1, morre 2, morre 1o, morre 50 mais.

John Wick

John Wick (Keanu Reeves) é homem solitário que perdeu tudo na vida. Um assassino de aluguel aposentado que precisa a voltar ao jogo e enfrentar a máfia. Um dos melhores filmes de ação que assisti nos últimos anos, muito tiroteio, luta e sangue!

Nick DiNizio reuniu todas as mortes do filme em um só vídeo. Hora de relaxar:

Filme disponível na Netflix (clique aqui para assistir)

Para ouvir Terry Reid – Brave Awakening

A Dor de Ouvido

Todo mundo tem um clique, sabe, e o meu foi esse.

Era uma vez um dia de muita chuva (e uma história piegas, você pensa, talvez, mas que chovia pra caralho nesse dia, isso chovia) e, para variar, eu estava mal. Minha imunidade nunca foi das melhores, mas nos últimos tempos ela está de parabéns equivalendo-se a um saco de merda. Não posso culpar ninguém.

Acordei às 3h00 a.m. com os dois ouvidos surdos e com uma dor constante que beirava à insanidade. A dor era tanta que chegava a ser ridícula – e olha que eu aguento o tranco quando o assunto é dor.

Passei a madrugada pensando em suicídio e implorando para que o relógio marcasse 7 horas e eu pudesse me dirigir ao pronto atendimento que fica perto de casa. Eu só queria um médico, só isso. Apenas por questão de informação: ir ao médico é sempre a minha última opção.

Cada minuto se arrastou como se fosse uma hora, “o tempo é relativo”, já dizia o grande. Finalmente deu a hora e caminhei para o ambulatório no qual passei uma hora e meia de nervoso para nada.

Não está infeccionado. – disse o médico que não usava jaleco – na verdade, ele parecia estar pronto para uma balada de playboy –, e que não me olhou nos olhos um segundo sequer, estes, por sua vez, não desgrudavam do smartphone de maçã que apitou durante todos os quatro insignificantes minutos que permaneci no consultório. – Você prefere injeção ou comprimido?

– Benzetacil não faz efeito para mim, doutor.

– Mas não é antibiótico, eu vou te passar antiinflamatório. Tome Nimesulida por três dias e vá embora. (O “vá embora” não existiu).
Sem vontade alguma de discutir, peguei a receita e soltei o agradecimento mais cansado que você possa imaginar.

Ao chegar em casa, a dor piorou 5 vezes mais. O ouvido começou a chiar, a fazer um barulho de borbulhas (infelizmente, não as de amor como as do Fagner) e a vazar um líquido marrom que, na hora, presumi ser cera.

É assim então? A vida por um fio por causa de uma dor de ouvido?

Eis que tomei uma atitude decente e resolvi ir ao hospital, no caso, público. Cheguei ao prédio onde havia um andar com especialidade em otorrinolaringologia com o ouvido pingando cera, mas “desculpa, aqui só com encaminhamento, você precisa passar no PS comum primeiro”.

Muita chuva e uma considerável distância de um prédio até o outro, me senti num filme clássico de drama com toda a climática cinza e nublada em meio a um complexo de prédios com paredes de tijolos e gente doente.

Taquei papel dentro do ouvido, a dor latejava e as horas seguiam. Esperar já é ruim, esperar com dor é ainda pior, não é mesmo?

O que te traz aqui?
“As pernas, dur”.
E assim prosseguiu o papo chato de contar quando começou, o que teve antes, o que sentia, o que não sentia e isso tudo com os ouvidos semi-surdos.
– Leva esse papel aqui pro otorrino, é um encaminhamento pro PS de lá, você passa direto.

Dor.

– Tem muita gente na espera? – perguntei pro rapaz que estava no balcão.
– Tem não. – e fez uma cara torcida que mais parecia ser de nojo. Não o culparia se fosse por causa da cera vazando do meu ouvido.

Quase duas horas se passaram. Ouvi meu nome e era como se anjos de asas brancas tivessem me chamado para o paraíso. Minha cura estava próxima.

– Como você está? – perguntou-me a médica residente.
Minha vontade era de falar “moça, me ajuda, por favor, eu não aguento mais” mas contei a mesma história pela terceira vez e ela a repassou todinha para o médico supervisor.

Fiquei meia hora em consulta, o que achei um máximo em vista da “consulta” da manhã que durou menos do que uma música punk. Eu já sabia que meu nariz era todo obstruído, que minhas amígdalas são imensas, que minha adenoide é uma desgraça, que um acúmulo de sinusites e recorrentes catarros (peço desculpas) causaram essa baita infecção de ouvido, mas eu apreciava aquele momento que era só meu.

– Vou te passar esse remédio, e esse, e mais esse. Você volta daqui uma semana, tá bom? Continue lendo

O que valeria a pena em uma cidade onde as almas não têm valor?

Domingo, Sangrento Domingo

Publicação de estreia do escritor Romeu Martins e do ilustrador Victor Vic no mundo dos quadrinhos. Romeu Martins já tinha o conto publicado com esta história publicado, mas queria vê-la ilustrada e foi aí que surgiu a parceria. Recebi a Domingo, Sangrento Domingo em parceria com a Editora Estronho e fiquei bem feliz por ser um trabalho nacional – para quem não sabe, uma das minhas metas para esse ano é ler e conhecer mais autores/artistas nacionais.

Sinopse: Atraídos pela prata, uma prostituta e seu amigo escravo buscam em uma caverna o tesouro que poderá mudar suas vidas. Mas o que encontram é algo bem diferente. O que valeria a pena em uma cidade onde as almas não têm valor? O ódio. O desespero alimentado pela vingança. Tudo isso vem à tona na primeira oportunidade que surge depois de décadas de espera…

Uma história de ambição, terror e traição no velho oeste.

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