“As relações humanas simplesmente
não são duráveis.”

O Amor É Um Cão Dos Diabos, de Charles Bukowski, publicado em 1977, sob o título original de Love Is a Dog from Hell, é um dos livros de poesia mais conhecidos do autor. Como a prosa, cada poema de Charles Bukowski corta como aço de navalha. Ele expõe as vísceras da realidade, revolve o cotidiano, e, de onde nem se pensa que sairá um poema, brotam versos de pura genialidade.

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Fiz uma resenha de O Amor É Um Cão Dos Diabos em vídeo para o meu projeto pessoal Livros de Bukowski, veja:

Separei alguns trechos que mais me chamaram a atenção durante a leitura para compartilhar aqui no blog :)

 

TRECHOS E FRASES DE O AMOR É UM CÃO DOS DIABOS

“(…) com isso, me levantei, me limpei, dei a descarga e então pensei: é verdade: eu sei como amar.” (eu; p.32)

“As relações humanas simplesmente não são duráveis. Pensei nas mulheres que passaram por minha vida. Elas parecem inexistentes.” (a furadeira; p.38)

“E se você tem capacidade de amar, ame primeiro a si mesmo, mas esteja sempre alerta para a possibilidade de uma derrota total, mesmo que a razão para essa derrota pareça certa ou errada – um gosto precoce da morte não é necessariamente uma coisa má. Fique longe de igrejas e bares e museus, e como a aranha seja paciente – o tempo é a cruz de todos, mais o exílio, a derrota, a traição, todo este esgoto. Fique com a cerveja. A cerveja é o sangue contínuo. Uma amante contínua.” (como ser um grande escritor; p.92)

“Beba mais cerveja. Há tempo. E se não há está tudo certo também.” (como ser um grande escritor; p.93)

“(…) e ninguém encontra o par ideal, mas seguem na procura rastejando para dentro e para fora dos leitos. A carne cobre os ossos e a carne busca muito mais do que mera carne.” (sozinho com todo mundo; p.96)

“Se pudesse posicionar aquele velho canhão contra eles e fazê-lo funcionar, eu o faria. Eles me enojam.” (sinais de trânsito; p.107)

“Não escrevo a partir da sabedoria. Quando o telefone toca eu também gostaria de ouvir palavras que pudessem aliviar um pouco alguma dessas coisas. É por isso que meu nome está na lista.” (462-0614; p.109)

“E você me inventou e eu inventei você e é por isso que nós não damos mais certo.” (camas, banheiros, você e eu…; p.129)

“Sou escritor de vez em quando, eu digo, na maior parte do tempo eu não faço nada.” (como você não está fora da lista; p.149) Continue lendo

– Chamai-me Ismael!

Depois de Espadas e Bruxas e Cannon, a editora Pipoca & Nanquim lançou o terceiro título de seu catálogo: Moby Dick, a graphic novel do autor francês Christophe Chabouté, baseado no clássico livro de Herman Melville.

A emblemática primeira linha do romance Moby Dick é uma das mais famosas aberturas da literatura mundial. Sua simplicidade, com um grau de mistério e tensão, dá o tom do que virá a ser o conjunto dessa espetacular narrativa, em que a obsessão de um homem leva todo um grupo de pessoas à ruína.

Em Moby Dick, Chabouté conserva o texto original e irretocável de Herman Melville. Uma verdadeira obra de arte, estruturação perfeita e extremamente fiel ao livro original. A reconstrução de época, o ritmo narrativo, a caracterização física e psicológica de todos os personagens… cada quadro desta obra foi cuidadosamente pensado para ser um componente de um todo tão belo quanto insondável, mas também para funcionar como uma pequena maravilha por si só.

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Falei sobre o impacto que histórias que envolvem o mar têm sobre mim em vídeo:

Algumas fotos desta edição maravilhosa:

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“Cada um leva consigo sua história, pensei.
Ninguém é inteiramente ele mesmo.”

No Mar, escrito em 2011 pelo holandês Toine Heijmans, publicado pela editora Cosac & Naify em 2015, sob o título original de Op zee, é o romance de estreia do autor e jornalista. Foi traduzido para diversos idiomas e adaptado para o cinema na Holanda.

Pouco mais de 150 páginas com uma história arrebatadora cheia de reflexões e existencialismo.

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Separei alguns trechos que mais me chamaram a atenção durante a leitura para compartilhar aqui no blog :)

TRECHOS E FRASES DE ‘NO MAR’

“Sobrevive-se graças à rotina. Quando algo não vai bem, é melhor saber exatamente onde cada coisa está. Sem rotina, os pensamentos tropeçam um nos outros. Pensa-se em tudo ao mesmo tempo.” (p.10)

“Me perguntei se seria mesmo uma boa ideia, três meses totalmente sozinho no mar. E seria seguro? Eu tinha lido livros, relatos de velejadores solitários que voltavam diferentes do que quando partiram. Alguns tinham enlouquecido. Outros não conseguiam mais parar de velejar e nunca mais voltaram para casa.” (p.39)

“Comecei a gostar de estar sozinho. Das noites, das luzes, das horas frias entre a meia-noite e as quatro da manhã. O turno do cão. Das ancoragens nas baías sem outros barcos. Das conversas comigo mesmo e com meu veleiro.” (p.41)

“Dei o nome de Ishmael ao meu veleiro em homenagem ao personagem principal de Moby Dick. Ishmael é aquele que no final sobrevive a tudo. (…) Na minha opinião, Moby Dick é o livro mais bonito já escrito sobre um barco e sua tripulação. Por isso usei o nome.” (p.62)

“Durante três meses eu tinha buscado tranquilidade no mar. Mas não consegui realmente encontrar calma. As pessoas com que cruzei no caminho me faziam lembrar do pessoal do escritório. Todo porto e toda ilha estavam cheios de gente. Não tinha como escapar.” (p.68)

“Além disso, cada milha que eu velejava me levava para mais perto do mundo do qual eu fugira.” (p.68)

“Cada um leva consigo sua história, pensei. Ninguém é inteiramente ele mesmo.” (p.87)

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“Quando a verdade de outra pessoa fecha com a sua,
e parece que aquilo foi escrito só pra você, é maravilhoso.”

Misto-Quente é o quarto romance de Charles Bukowski, publicado em 1982, sob o título original de Ham on Rye, é o romance de formação e com toques autobiográficos. Pode ser considerado o melhor livro para começar a ler Bukowski, já que nele somos apresentados à infância de Henry Chinaski, narrador da história e também alterego do autor.

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Fiz uma resenha de Misto-Quente em vídeo para o meu projeto pessoal Livros de Bukowski, veja:

Separei alguns trechos que mais me chamaram a atenção durante a leitura para compartilhar aqui no blog :)

 

TRECHOS E FRASES DE MISTO-QUENTE

“A primeira coisa de que me lembro é de estar debaixo de alguma coisa.” (p.11)

“Meu pai não gostava de gente. Não gostava de mim.
– As crianças foram feitas para serem olhadas e não ouvidas – ele me falou.” (p.18)

“– Ele só fica olhando. É tão quietinho.
– É assim que queremos que ele seja.
– As águas paradas são as que têm maior profundidade.
– Não nesse caso. A única profundidade que ele tem são os buracos dos ouvidos.” (p.24)

“Foi no jardim de infância que conheci as primeiras crianças da minha idade. Elas pareciam muito estranhas, sorriam e conversavam e pareciam felizes. Não gostei delas. Sempre me sentia enjoado e o ar tinha um aspecto estranhamente calmo e puro.” (p.30)

“– Você vai comer sua COMIDA! – disse meu pai – Sua mãe preparou essa comida! Você vai comer cada cenoura e cada ervilha em seu prato! (…) Comecei a comer. Era terrível. Sentia como se os estivesse comendo, comendo as coisas em que acreditavam, aquilo que eles eram.” (p. 45)

“Não sabia se estava infeliz. Sentia-me miserável demais para ser infeliz” (p.73)

“De nada ajudava a conhecer o castigo, tantas vezes já aplicado. Para o mundo inteiro lá fora era indiferente o que se passava aqui dentro, e pensar nisso também não me ajudava.” (p.76) Continue lendo

Jesus do stoner!

A bem sucedida estreia do Stoned Jesus na América do Sul em maio do ano passado com a turnê do aclamado “The Harvest”, inclusive com show sold out, motivou a volta dos ucranianos neste mês de agosto de 2017.

Stoned Jesus: show dos ucranianos em São Paulo

Mais uma vez por intermédio da Abraxas, o carismático e barulhento power trio volta agora com turnê especial – comemorativa de 5 anos – do álbum “Seven Thunders Roar”, que será executado na íntegra.

A turnê pela América do Sul em agosto também inclui datas no Chile e Argentina. No Brasil, o Stoned Jesus toca em Florianópolis (SC) dia 13, segue para o Rio de Janeiro (RJ) dia 17 e toca em Belo Horizonte (MG) no dia 18. Ainda se apresentam em São Paulo (SP) no dia 19 e finalizam o giro dia 20 em Goiânia (GO), no concorrido e tradicional festival de música alternativa Goiânia Noise. *Veja no fim do post sobre todas as datas, ingressos e locais.

Tive a oportunidade de bater um papo com o vocalista e guitarrista Igor (valeu, Abraxás!), confira a entrevista:

RDM: Ei pessoal, como estão? Eu sou um grande fã da banda e tenho uma pequena curiosidade: a primeira coisa que vem à mente ao ouvir o nome da banda é uma conexão com a cultura da maconha em geral. Mas liricamente, Stoned Jesus não aborda diretamente o assunto ou “anti-religião”. O que há por trás do nome da banda?

IGOR (StJ): Olá, prazer em conhecê-la, aqui é o Igor! Bem, sim, o nome da banda é pura diversão, uma piada mesmo, um trocadilho com os clichês do gênero.

*

RDM: O show do ano passado foi um dos shows mais ensandecidos e explosivos de 2016 que tive o prazer de ir. Segunda vez no Brasil em pouco tempo, como estão se sentindo com a popularidade por aqui? Animados? Com certeza vamos quebrar tudo junto com vocês!

IGOR (StJ): Muito obrigado por suas palavras! Ah sim, estou ansioso para gritar JESUS CHAPADO com centenas de pessoas suadas-mas-felizes, hehe. Realmente amei tudo sobre a América do Sul quando viemos na primeira vez, então agora vai ser ainda melhor!

*

RDM: Essa turnê é para comemorar os cinco anos de Seven Thunders Roar, disco que teve reconhecimento excepcional, isso é maravilhoso! Neste próximo show, também podemos esperar uma música nova?

IGOR (StJ): Na verdade não, queremos que o novo material aumente mais um pouco por enquanto. Mas sim, estamos tocando “Seven Thunders Roar” na íntegra durante todo esse ano, e posso dizer que é uma boa influência sobre nosso novo material!

*

RDM: Quais são os seus planos para o próximo álbum, considerando todas as turnês programadas pra esse ano?

IGOR (StJ): Nós realmente queríamos acertar a produção no estúdio neste verão e preparar o lançamento para o final de 2017, mas, aparentemente, só vamos gravar no outono, então, provavelmente será no início de 2018! Além disso, nos livramos de algumas músicas ‘novas antigas’ (escritas no final de 2015) e agora precisamos trabalhar nas mais recentes. A perfeição é a chave! Continue lendo

Oie, é isso mesmo que você tá entendendo: ler menos! Parece que quanto mais o tempo passa, mais louco a gente fica querendo dar conta de tudo e fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo, isso inclui os tão queridinhos livros e o número de leituras no mês.

Chega de números e de regras. Fiz um vídeo-desabafo sobre algumas coisas que eu vejo por aí e pra dizer que tá tudo bem se você não conseguir ler tanto assim. Que a gente leia menos e aproveite mais as leituras sempre ;)

LIVROS PARA LER MELHOR

  • COMO LER LIVROS, comprar na amazon
    Publicado originalmente em 1940, tornou-se um fenômeno raro, um clássico vivo. É um guia de compreensão de leitura para o leitor comum, abordando os vários níveis de leitura e mostra como atingi-los – da leitura elementar à leitura rápida, passando pelo folheio sistemático e pela leitura inspecional. Aprenda a classificar um livro, a “radiografá-lo”, a isolar a mensagem do autor, a criticar. Estudos sobre as diferentes técnicas para ler livros práticos, literatura imaginativa, peças teatrais, poesia, história, ciências e matemática, filosofia e ciências sociais. Por fim, os autores oferecem uma lista de leituras recomendadas, bem como testes de leitura para que você possa medir seu progresso em compreensão, velocidade e capacidade de leitura.

 

  • POR QUE LER OS CLÁSSICOS, comprar na Amazon
    O que é um clássico? E por que lê-lo? Este livro fornece várias respostas a essas perguntas, algumas consensuais, outras polêmicas, mas todas certamente enriquecedoras. Calvino desentranha as diversas facetas do que seja um clássico, para depois iluminar com uma leitura penetrante seus próprios clássicos, ou seja, alguns dos autores mais importantes da tradição literária e intelectual do Ocidente. Por que ler os clássicos? A razão definitiva que Calvino dá a essa pergunta é tão simples como as grandes verdades: a única justificativa que se pode apresentar é que ler os clássicos é melhor do que não os ler

 

  • A ARTE DE LER, comprar na Amazon
    O que é a leitura para um crítico literário? Émile Faguet foi um dos escritores mais influentes em seu tempo e assinou escritos famosos sobre La Fontaine, Flaubert, Freud, Nietzsche, Balzac e Rousseau. Nesta obra, ele propõe uma série de reflexões e afirma que a leitura é essencialmente uma arte de pensar que requer esmero e cuidado. Um livro para quem enxerga a leitura não somente como um hobby, mas sim como um nobre estilo de vida.

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“Escolha a vida. Escolha o Facebook, o Twitter, o Instagram e esperar que alguém se importe.
Escolha olhar para os velhos tempos, querendo ter feito tudo diferente.
E escolha ver a história se repetir.”

E então eu assisti T2 Trainspotting, a sequência de Trainspotting, e me apaixonei novamente por esses caras meio-intragáveis-para-muitos que trouxeram de volta toda a essência do primeiro filme.

Vinte anos se passaram desde que Rents (Ewan McGregor) passou a perna nos amigos (menos no Spud!), levando os 12 mil libras pra bem longe e – enfim – “escolhendo a sua vida”, choose life.

Resenha do livro Trainspotting no YouTube

Nesses 20 anos muitas coisas aconteceram: Spud (Ewen Bremner) perdidaço nas drogas a procura de um “pico definitivo”, Sick Boy (Jonny Lee Miller) – agora é mais conhecido como Simon – trocou a heroína por cocaína, administra um pub e chantageia empresários ameaçando vazar sex tapes, isto em parceria com sua então namorada Veronika (Anjela Nedyalkova). E Begbie (Robert Carlyle) – o psycho do rolê – ficou todo esse tempo na cadeia com ódio de tudo e todos com aquele jeitinho de falar cheio de palavrões e preconceitos. Planeja uma fuga do presídio e você pode imaginar que coisa boa não vai sair daí.

Renton estava morando em Amsterdã bem tranks com trabalho, aparentemente ajustado ao modelo social que criticou no monólogo inicial do primeiro filme, mas uma crise pessoal traz o personagem de volta a Edinburgh. Essa volta a sua cidade natal deve-se à necessidade que ele sente de enfrentar os demônios de seu passado, melhor dizendo, os três caras que ele roubou.

E esse reaparecimento de “Rent Boy” desperta sentimentos diversos nos antigos ex (?) amigos e os aproxima de uma maneira estranha e, ao mesmo tempo, natural. O reencontro obviamente incomoda, é a partir dele que os personagens se dão conta que o tempo passou, de que não são mais aqueles garotos e trazem novas cargas emocionais, outros desajustes e medos, agora, de homens de 40 e poucos anos de idade.

“Escolha a vida. Escolha o Facebook, o Twitter, o Instagram e espere que alguém em algum lugar se importe. Escolha olhar para os velhos tempos, querendo ter feito tudo diferente e escolha ver a história se repetir. Escolha seu futuro. Escolha programas de reality TV, humilhar mulheres, usar pornô como vingança, escolha um contrato de trabalho sem mínimo de horas, uma ida de duas horas para chegar ao trabalho. E escolha o mesmo para seus filhos, só que pior, e alivie a dor com uma dose desconhecida de uma droga desconhecida feita na cozinha de alguém e então… Respire fundo. Você é um viciado, por isso se vicie. Vicie-se em outra coisa. Escolha o que você ama. Escolha seu futuro. Escolha a vida”.

A reunião do quarteto é um confronto da bagunça que eles fizeram com as próprias vidas.

John Hodge adaptou levemente o roteiro do romance Porno, de Irvine Welsh, as linhas em comum são poucas e o filme caminha num ritmo diferente do livro. Nele, a história acontece 10 anos depois de Trainspotting e a trama se desenvolve a partir da indústria pornográfica (papel oficial de Simon), daí a explicação do nome Porno. (*em breve, resenha do segundo livro no canal)

Por outro lado, Danny Boyle joga na nossa cara um balde de nostalgia. O diretor se mantém muito fiel ao espírito do filme original e também reconhece o quanto mudou e evoluiu durante esse anos. Ele revive seus “tiques” e estilo de filmagem de uma maneira muito mais aprimorada.

Revivemos algumas cenas icônicas de Trainspotting em T2. Choose life!

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Choose life.

FRASES E CITAÇÕES LIVRO TRAINSPOTTING

“Estou cercado de pessoas que me são mais próximas, mas nunca me senti tão sozinho. Nunca, em toda a minha vida.”

“Cê pega seu melhor orgasmo, multiplica a sensação por vinte, e ainda fica a anos luz de distância. Meus ossos secos e quebradiços são aliviados e liquefeitos pelas carícias da minha heroína.”

“Nos escolha. Escolha a vida. Escolha pagamentos de hipoteca. Escolha máquinas de lavar. Escolha carros. Escolha ficar sentado num sofá assistindo a programas de auditório que atrofiam a mente e esmagam o espírito, enfiando uma merda de junk food goela abaixo. Escolha apodrecer mijando e se cagando em casa, um constrangimento total pros pirralhos egoístas e fudidos que você gerou. Escolha a vida.”

“Desculpe por me meter em sua conversa. Só queria dizer que admirei o excelente gosto que cê demonstrou ao chutar aquele gordacho agora há pouco. Achei que cê podia ser uma pessoa legal pra conversar. Se cê me mandar ir pro mesmo lugar que o gordacho, não vou ficar magoado. Meu nome é Mark, a propósito.”

“As limitações e a feiura desse lugar tinham sido expostas pra mim, e eu nunca mais o veria com os mesmos olhos.”

“A sociedade inventa uma intrincada lógica falsa pra absorver e mudar as pessoas que têm um comportamento fora do normal.”

“Nunca fui preso por causa heroína. No entanto, uma porrada de caras fizeram suas tentativas de me reabilitar. Reabilitação é besteira. às vezes eu acho que preferiria ir pra trás das grades. Reabilitação significa a negação do eu.”

“Ainda assim, derrota, sucesso, que porra é essa? Quem se importa? Todo mundo vive e depois morre, num espaço bastante curto de tempo. É isso: encerrada a porra do assunto.” Continue lendo