Quando nasce a maldade?

Menina Má

Você acha que uma criança pode se tornar assassina por influência do meio em que vive ou existem mesmo as chamadas “sementes do mal“?

Filme The Bad Seed

Há 62 anos, um livro de suspense psicológico faria com que milhões de leitores discutissem apaixonadamente essa questão. Que livro era esse? The Bad Seed. Mais um clássico que a DarkSide Books vai trazer ainda esse mês para os fãs de literatura sombria com o nome Menina Má.

Publicado originalmente em 1954, Menina Má se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. A primeira criança vilã! Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Nas palavras de Ernest Hemingway, que se declarou um fã, o livro e “assustadoramente bom”.

“William March sabe onde os temores e os segredos humanos estão escondidos.”
NEW YORK TIMES

 “Uma verdadeira proeza artística.”
ATLANTIC MONTHLY 

The Bad Seed (1956) Directed by Mervyn LeRoy Shown: Patty McCormack (as Rhoda), Henry Jones (as Leroy Jessup)

Em 1956, o diretor Mervyn LeRoy adaptou o romance para o cinema com o mesmo nome original (The Bad Seed), em português, ganhou uma tradução ingrata: A Tara Maldita. Assisti ao filme e fiz um vídeo sobre [canal Redatora de Merda], além de citar outras histórias com casos de crianças psicopatas. Veja:

O livro será lançado no final de abril e está em pré-venda no site da Amazon.

Caixa Postal: 79898
CEP 01130-970
São Paulo / SP

De Cães de Aluguel (1992) a Django (2012), 2o anos de cinema, 8 filmes e cerca de 560 mortes. Esse é Tarantino!

Cães de Aluguel

Jaume R. Lloret compilou todas essas mortes em um único vídeo – que já merecia um uptade com Os Oito Odiados -, veja abaixo (*contém spoilers):

No vídeo: Reservoir Dogs (1992); Pulp Fiction (1994); Jackie Brown (1997); Kill Bill Vol. 1 (2003); Kill Bill Vol. 2 (2004); Death Proof (2007); Inglorious Basterds (2009) e Django Unchained (2012).

“Toda criatura viva na Terra morre sozinha”

Donnie Darko

E, então, vai acontecer! Um dos meus filmes favoritos vai virar livro e vai ganhar uma edição linda, o que é padrão da Darkside Books.

Donnie Darko, o livro, apresenta na íntegra o roteiro original. Além disso, terá prefácio exclusivo, assinado por Jake Gyllenhaal, entrevista com Richard Kelly (diretor e roteirista do filme) e o livro A Filosofia da Viagem no Tempo, sim!, o livro escrito por Roberta Sparrow, a Vovó Morte do filme.

Donnie Darko Livro

Perdi as contas de quantas vezes já assisti a esse filme e o que posso dizer é que: quanto mais vejo, mais detalhes eu percebo. É agora que a gente vai entender o filme por completo <3

Fiz um vídeo com 5 motivos para assistir (ou reassistir) Donnie Darko e alguns apontamentos sobre o que entendi do filme, quase um desconfundir confundindo:

O lançamento do livro será no final de abril, está em pré-venda na Amazon.

*Todas as fotos por Marcelo Mug

Vans

A Vans comemorou seus 50 anos de “Off The Wall” na arte, música, cultura de rua, moda e esportes de ação em uma celebração global da expressão criativa. A House of Vans, que acontece em metrópoles pelo mundo (como Nova York, Londres, Austin, Toronto, Cidade do México, Hong Kong, Kuala Lumpur e Seul) chegou em São Paulo na última semana, na Casa das Caldeiras.

A edição foi a primeira aqui no Brasil, o que torna ainda mais especial, e durou três dias: 16, 17 e 18 de março. O evento foi gratuito e aberto ao público com uma prévia inscrição através do site de acordo com um número-limite de pessoas sendo necessário receber uma confirmação para a entrada via e-mail.

Open

Pude prestigiar a comemoração no dia 18 de março, sexta-feira, com direito a um show que seria também uma realização pessoal: a banda californiana Black Rebel Motorcycle Club <3

Instalações de mini rampas, clínicas de skate e performances ao vivo de atletas do time da Vans, workshops, oficinas de customização de tênis e shapes, exposições, grafitti, música e gastronomia fizeram parte da programação do House of Vans.

Shapes Arte

Tênis e shapes foram disponibilizados para quem participasse das oficinas que permitiam que qualquer pessoa fizesse o seu próprio desenho e ainda levasse para casa. Continue lendo

Blue Monday, música da banda britânica New Order lançada em 1983. Com mais de 7 minutos de duração, virou um marco para a música. Amém. (ouça aqui)

Blue Monday

Mas como seria se o single tivesse sido composto em 1933? Um grupo britânico chamado Orkestra Obsolete voltou 50 anos e fez uma versão de Blue Monday usando apenas os instrumentos da época. Aprecie:

Sete contos, sete demônios e sete pecados capitais

O Vilarejo

Autor nacional, livro de terror e uma edição cheia de ilustrações fantásticas, esse é O Vilarejo, de Raphael Montes.

Sinopse:Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome.
As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.

Edição

Prefácio

Os contos pode ser lidos em ordem ou não, funcionam de forma independente, mas também estão todos relacionados ao título da obra: o vilarejo.

Minha surpresa ao iniciar a leitura foi perceber que já havia lido alguns dos contos em outro lugar. Cada conto leva o nome de um demônio e cada demônio retrata um dos pecados capitais. A ideia de O Vilarejo, na verdade, foi originada em uma antologia da Editora Estronho em 2012, chamada VII Demônios, cujo o próprio autor Raphael Montes havia publicado de três contos que estão em O Vilarejo, juntamente com outros diversos autores brasileiros. São três livros, eu só tenho dois deles, são eles: Leviathan – Inveja; Belzebu – Gula e Luxúria – Asmodeus. Continue lendo

A “quebra da quarta parede” no cinema ocorre quando o personagem fala diretamente com o espectador, o que torna o público parte do filme. A quarta parede também pode ser quebrada no teatro, na TV e nos livros.

life moves pretty fast

O canal The Video Shop fez um vídeo compilando 400 cenas de filmes com essas quebras da quarta parede. O vídeo tem 17 minutos e é simplesmente incrível para os amantes da arte.

Deadpool com certeza estaria nesse vídeo, uma pena ele ter sido feito 9 meses antes da estreia.

Continuaremos a buscar a luz. Devemos seguir o ciclo.

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O que era bom, ficou ainda melhor. O segundo volume da série Ciclo das Trevas (leia a resenha do primeiro, O Protegido), A Lança do Deserto, começa com um prólogo de um interessante ponto de vista no qual nos é relatado a infância e a evolução de Jardir, desde o seu treinamento para se tornardal’Sharum até chegar à liderança dos guerreiros em Krasia e, por fim, sua ascensão ao posto de Sha Darma Ka, o Salvador.

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O livro é dividido em quatro partes e, na primeira, os eventos narrados não seguem o desfecho de O Protegido. O autor Peter V Brett optou por colocar essa nova perspectiva de um personagem que não havia sido muito explorado no primeiro livro. O que posso dizer é: a curiosidade sobre os terraítas fica mais aguçada!

Sinopse: O sol está se pondo sobre a humanidade. A noite agora pertence aos demônios vorazes, que se alimentam de uma população cada vez menor, obrigada a se esconder atrás de símbolos esquecidos de poder. As lendas falam de um Salvador: um general que certa vez reuniu toda a humanidade e derrotou os demônios. Mas seria o retorno do Salvador apenas mais um mito?

Ahmann Jadir é o líder das tribos reunidas do deserto. Sua lança e sua coroa ancestrais são os argumentos de que precisa para proclamar a si mesmo Shar’Dama Ka, o Salvador. Os habitantes do norte discordam. Para eles, o Salvador não é outro senão o Arlen Bales, Protegido.

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Quem tá chegando? Oscar, próximo domingo, dia 28 de fevereiro. Ainda estou tentando maratonar todos os filmes indicados – porém impossível – mas resolvi fazer alguns comentários sobre os oito filmes indicados ao principal prêmio: melhor filme.

Coloquei os filmes na ordem da minha torcida, ok?

1- MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA

Mad Max

Como poderia eu não amar um filme com essa poeirada toda? Meu queridinho eterno! Ação louca e desenfreada, eu não poderia pedir outra coisa, um salve-salve a George Miller que agora não vai me deixar assistir filmes de ação com os mesmos olhos.

Escrevi sobre o filme na época do lançamento, veja aqui. Mad Max, dono do meu coração, espero que leve a estatueta de Melhor Filme e Miller tem minha torcida como Melhor Diretor também, porque né <3.

 

2 – O QUARTO DE JACK

Brie Larson and Jacob Tremblay

Ô, gente, para tudo. Room é um filme lindo demais, tocante demais, encantador demais. Direção de Lenny Abrahamson (Frank – que gostei muito também) e um belíssimo roteiro adaptado. O que mais me encantou no filme foi a simplicidade dele, a linguagem que mostra mais do que fala, faz você sentir tudo o que é preciso para se colocar no lugar daquela mãe, e que mãe!, Brie Larson, vai que é tua de Melhor Atriz! E o pequeno Jack de 5 anos é um show à parte interpretado por Jacob Tremblay.

Difícil dizer muita coisa sobre a história sem dar spoiler, mas, basicamente, mãe e filho vivem dentro de um quarto e mantém uma relação de amor, confiança e resiliência. Vale cada minutinho da sua atenção, confia.

 

3 – O REGRESSO

O Regresso

Arrasador, lacrador, O Regresso é assim. Depois de assistir ao filme o meu pensamento sobre a produção/direção foi o seguinte: “e aí, galera, vamo fazer um filme pro DiCaprio ganhar o Oscar?” VAMO! Daí o Alejandro G. Iñárritu foi lá e fez. Todas as palmas em todos aspectos para esse filme, é isso que tenho pra dizer. Não é à toa que The Revenant foi indicado em, sei lá, DOZE categorias. Pessoal não tá pra brincadeira.

Leozito, chegou sua hora! Inclusive, eu sinceramente não tava aguentando o tanto de sofrimento dele nesse filme a começar por aquele URSO dosinferno. Porrada atrás de porrada em cima do lendário explorador  Hugh Glass, o que nos lembra que o filme é baseado em um livro que, por sua vez, é baseado em eventos reais.

Gostaria de deixar registrado também que, se não fosse pelo Stallone em Creed, eu torceria para o Tom Hardy de Melhor Coadjuvante – que no filme ele tá mais pra Tom fucking Hardy de tão bom.
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“LIVRAI-NOS DE TODO O MAL, AMÉM.”

Exorcismo

E aí que eu fiquei sem palavras. Meu fascínio pelo filme e livro O Exorcista (veja resenha do livro no blog) agora vai ficar completo: a história real que inspirou o clássico será lançada em maio pela Darkside Books.

Um fenômeno quase paranormal atingiu o mundo em 1973. Multidões sofreram de náuseas, desmaios, alucinações e calafrios, numa histeria coletiva sem precedentes. Todos aparentemente possuídos por um filme: o já clássico O Exorcista, dirigido por William Friedkin e adaptado do romance que o roteirista Willian Peter Blatty lançara dois anos antes e que completa 45 anos em 2016.

Filme O Exorcista

Se a ficção consegue ser tão assustadora, imagine o poder contido na história real? Muitos não sabem, mas a obra-prima de W. Peter Blatty não se trata de uma invenção. Ela foi inspirada num fenômeno ainda mais sombrio, desses que a ciência não consegue explicar: um exorcismo de verdade.

Filme O Exorcista

A história real aconteceu em 1949, e você pode conhecê-la — se tiver coragem! — no livro Exorcismo, do jornalista Thomas B. Allen. Continue lendo