A “quebra da quarta parede” no cinema ocorre quando o personagem fala diretamente com o espectador, o que torna o público parte do filme. A quarta parede também pode ser quebrada no teatro, na TV e nos livros.

life moves pretty fast

O canal The Video Shop fez um vídeo compilando 400 cenas de filmes com essas quebras da quarta parede. O vídeo tem 17 minutos e é simplesmente incrível para os amantes da arte.

Deadpool com certeza estaria nesse vídeo, uma pena ele ter sido feito 9 meses antes da estreia.

Quem tá chegando? Oscar, próximo domingo, dia 28 de fevereiro. Ainda estou tentando maratonar todos os filmes indicados – porém impossível – mas resolvi fazer alguns comentários sobre os oito filmes indicados ao principal prêmio: melhor filme.

Coloquei os filmes na ordem da minha torcida, ok?

1- MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA

Mad Max

Como poderia eu não amar um filme com essa poeirada toda? Meu queridinho eterno! Ação louca e desenfreada, eu não poderia pedir outra coisa, um salve-salve a George Miller que agora não vai me deixar assistir filmes de ação com os mesmos olhos.

Escrevi sobre o filme na época do lançamento, veja aqui. Mad Max, dono do meu coração, espero que leve a estatueta de Melhor Filme e Miller tem minha torcida como Melhor Diretor também, porque né <3.

 

2 – O QUARTO DE JACK

Brie Larson and Jacob Tremblay

Ô, gente, para tudo. Room é um filme lindo demais, tocante demais, encantador demais. Direção de Lenny Abrahamson (Frank – que gostei muito também) e um belíssimo roteiro adaptado. O que mais me encantou no filme foi a simplicidade dele, a linguagem que mostra mais do que fala, faz você sentir tudo o que é preciso para se colocar no lugar daquela mãe, e que mãe!, Brie Larson, vai que é tua de Melhor Atriz! E o pequeno Jack de 5 anos é um show à parte interpretado por Jacob Tremblay.

Difícil dizer muita coisa sobre a história sem dar spoiler, mas, basicamente, mãe e filho vivem dentro de um quarto e mantém uma relação de amor, confiança e resiliência. Vale cada minutinho da sua atenção, confia.

 

3 – O REGRESSO

O Regresso

Arrasador, lacrador, O Regresso é assim. Depois de assistir ao filme o meu pensamento sobre a produção/direção foi o seguinte: “e aí, galera, vamo fazer um filme pro DiCaprio ganhar o Oscar?” VAMO! Daí o Alejandro G. Iñárritu foi lá e fez. Todas as palmas em todos aspectos para esse filme, é isso que tenho pra dizer. Não é à toa que The Revenant foi indicado em, sei lá, DOZE categorias. Pessoal não tá pra brincadeira.

Leozito, chegou sua hora! Inclusive, eu sinceramente não tava aguentando o tanto de sofrimento dele nesse filme a começar por aquele URSO dosinferno. Porrada atrás de porrada em cima do lendário explorador  Hugh Glass, o que nos lembra que o filme é baseado em um livro que, por sua vez, é baseado em eventos reais.

Gostaria de deixar registrado também que, se não fosse pelo Stallone em Creed, eu torceria para o Tom Hardy de Melhor Coadjuvante – que no filme ele tá mais pra Tom fucking Hardy de tão bom.
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“LIVRAI-NOS DE TODO O MAL, AMÉM.”

Exorcismo

E aí que eu fiquei sem palavras. Meu fascínio pelo filme e livro O Exorcista (veja resenha do livro no blog) agora vai ficar completo: a história real que inspirou o clássico será lançada em maio pela Darkside Books.

Um fenômeno quase paranormal atingiu o mundo em 1973. Multidões sofreram de náuseas, desmaios, alucinações e calafrios, numa histeria coletiva sem precedentes. Todos aparentemente possuídos por um filme: o já clássico O Exorcista, dirigido por William Friedkin e adaptado do romance que o roteirista Willian Peter Blatty lançara dois anos antes e que completa 45 anos em 2016.

Filme O Exorcista

Se a ficção consegue ser tão assustadora, imagine o poder contido na história real? Muitos não sabem, mas a obra-prima de W. Peter Blatty não se trata de uma invenção. Ela foi inspirada num fenômeno ainda mais sombrio, desses que a ciência não consegue explicar: um exorcismo de verdade.

Filme O Exorcista

A história real aconteceu em 1949, e você pode conhecê-la — se tiver coragem! — no livro Exorcismo, do jornalista Thomas B. Allen. Continue lendo

Bom, pra falar a verdade na realidade, o maior motivo para você ler este livro é: Exterminador do fucking Futuro! Precisa de algo mais que uma máquina para matar? Não, né, mas vou lista mesmo assim:

Exterminador do Futuro livro

1- HASTA LA VISTA, BABY!

O filme é um marco no cinema, foi aclamado pela crítica na estreia no ano de 1984, tornando-se um clássico instantâneo e entrando para as listas dos melhores filmes do ano. O Exterminador do Futuro foi considerado pela Biblioteca do Congresso norte-americano uma obra de significância “cultural, histórica e estética” e selecionado para ser preservado no National Film Registry dos EUA. A franquia que eternizou Schwarzenegger com a famosa frase hasta la vista, baby, dando vida ao ciborgue assassino. *As frases marcantes estão presentes no livro!

Todos os filmes: O Exterminador do Futuro” (1984), O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final (1991), O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas (2003),  “Exterminador do Futuro: A Salvação (2009) e O Exterminador do Futuro: Gênesis(2015).

2 – CIBORGUE ASSASSINO – THE TERMINATOR!

Um ciborgue do tipo T-800 é enviado para Los Angeles de 1984 com apenas uma missão: assassinar mulheres, mais exatamente, exterminar Sarah Connor e impedir o nascimento do líder da resistência contra as máquinas, John Connor. Continue lendo

15.01.2016
03

Para ler ouvindo: Cat Power; Metal Heart

21 semanas

No contador, 21 semanas.
Dia após dia, passou.
Passou como as marcas no corpo, o toque na pele, o suspiro no peito.
Semana após semana, passou.
Passou como a risada esquecida, a mensagem apagada, a palavra não dita.
Mês após mês, passou.
Passou como os momentos e beijos, as lembranças e carícias.
Passou como tudo passa. Ou como insistem em dizer que passa.

Memória ruim, por que agora lembra de tanto?
Em poucos instantes, músicas realizam o, até então, impossível teletransporte.
Coração, você não era de metal?
Agora, frágil feito papel. Não é capaz de negar mais.
Mãos dançaram no ar.
Olhares eu tento apagar.
Dia após dia, não passou nem vai passar.

No contador, 21 semanas.
Agora tanto faz.

eu nunca tive medo do escuro

eu nunca tive medo do escuro
não me assustei com bicho papão
durmo com o pé pra fora da cama
não tenho medo de assombração

eu nunca tive medo de altura
tenho mania de encarar o espelho depois de apagar a luz
não tenho medo de cobra nem de barata
já entrei no cemitério sem fazer sinal da cruz

eu tenho medo de gente, de gente viva
mais especificamente
eu tenho medo de você

pois nada explica
esse frio na barriga
que eu sinto ao te ver

Uma escritora obcecada. Um agente do FBI com a carreira sob risco.
Um serial killer… morto.
Três personagens. Três narradores. Uma pergunta.

Eu Vejo Kate

Difícil vai ser falar sobre esse livro que me surpreendeu tanto positivamente dentro de um assunto que, muitos já devem saber, gosto bastante: serial killers. Eu Vejo Kate entrou para os favoritos do ano!

Sinopse: Há um ano, Blessfield, uma pacata cidade do interior da Flórida, enterrou 12 mulheres vítimas do violento e cruel serial killer Nathan Bardel. Ele foi julgado, condenado e morto. Mas antes que as feridas da cidade pudessem cicatrizar, um novo assassino em série surgiu. Mais violento. Mais cruel. Usando o mesmo método que seu antecessor. E ele tem uma obsessão: elaKate é uma escritora imersa na produção da biografia do assassino em série Nathan Bardel. Enquanto ela mergulha de cabeça na sombria vida do serial killer, ele próprio passa a acompanhá-la vivenciando as experiências conturbadas de sua biógrafa. À medida que se aprofunda nos mistérios de Bardel, Kate desperta outro assassino. Ela não sabe, mas sua vida corre perigo.

Editora Empireo

Kate é uma jovem escritora, protagonista da história, que, acostumada a escrever outros tipos de narrativas, decide escrever a biografia de um serial killer.

O assassino em série é Nathan Bardel que já foi julgado por seus crimes e morto. Nascido na mesma cidade que Kate, ele desperta uma estranha obsessão na escritora, chegando a montar uma parede com recortes de jornais de todas as mulheres mortas por Nathan. Ela começa a estudar os casos, os métodos, as vítimas e a vida do assassino. Ela queria entendê-lo. Continue lendo

Cebola

“Você tá chorando?”
A pergunta era retórica, Eliza cortava uma cebola.
E chorou. Largou a cebola, olhou a faca e chorou.
Chorou mais. Chorou como se fatiasse todas as cebolas do mundo.
Aos prantos, sentou-se no chão da cozinha e ajoelhada sabia que não era o ardor de cebola porra nenhuma.
Aquele nó apertado estava em sua garganta há mais tempo do que ela gostaria ou admitia.
Eliza sofria calada.
Os martírios dentro de si. As dúvidas. Os isolamentos. As pressões.
Tudo veio à tona.
Naqueles poucos segundos, pensou em sua vida. O que era dela e o que ainda seria.
Levantou-se com a faca e a cebola na mão enquanto enxugava os olhos na camiseta, suspirou e disse:
“Culpa dessa cebola maldita!”

Não sou obrigada

Você não é obrigado a curtir essa foto, a ler essa legenda nem concordar com o que eu digo. Você não é obrigado a sorrir o tempo todo. Não é obrigado a ter diploma nem opinião formada sobre tudo. Você não é obrigado a escolher entre “casar ou comprar uma bicicleta”. Na verdade, você não precisa casar nem ter filhos, ou cachorros, ou gatos… A não ser que você queira. Você não é obrigado a gostar de ler. Não precisa ter carro, não precisa ter conta no banco, não precisa ter o sapato da moda, não precisa ter o cabelo do momento. Você não é obrigado a gostar de ninguém, só respeitar, mas não é obrigado a gostar. Não precisa entender de vinho ou de cerveja, não precisa entender o final de todo filme. Não é obrigado a gostar de relógios de ouro, de bolsas de couro e de restaurante chic. Não precisa gostar de bacon nem de chocolate. Você não é obrigado a pentear os cabelos. Você não é obrigado a gostar de praia, de carnaval, de missa de domingo, de reunião em família, de relacionamentos. Nem de sexo você é obrigado a gostar. Não precisa ser extrovertido. Não precisa meditar. Você não é obrigado a conhecer os clássicos ou aquilo que ninguém conhece. Você não precisa viajar o mundo, se não quiser. Não precisa gostar de comer, não precisa ser ambicioso. Você não é obrigado a adorar academia nem a gostar de estudar. Você não é obrigado a entender de tudo, você não é obrigado a ser feliz, você não é obrigado a nada. E eu também não. Obrigada.